Estudo identifica por que algumas pessoas respondem melhor às vacinas
Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, identificou características do sistema imunológico que podem ajudar a explicar por que algumas pessoas desenvolvem respostas mais intensas às vacinas do que outras.
O estudo, publicado em agosto de 2026 na revista científica Cell Press Blue, encontrou associações entre anticorpos já presentes no sangue e a capacidade de produzir anticorpos após a vacinação contra a Covid-19.
Os resultados sugerem que determinados anticorpos podem funcionar como indicadores da resposta imunológica de cada indivíduo.
A descoberta representa uma possibilidade para o desenvolvimento de estratégias de vacinação mais personalizadas, embora ainda sejam necessários novos estudos antes de qualquer aplicação clínica.
Pesquisa analisou mais de 8 mil amostras de sangue Os cientistas acompanharam 4.089 participantes durante um período de até 18 meses e examinaram 8.687 amostras de sangue.
Do total de voluntários, 2.445 eram considerados saudáveis e 1.644 apresentavam condições de saúde ou utilizavam tratamentos associados à imunossupressão.
Entre os participantes com alterações na imunidade estavam pessoas com HIV, câncer, doenças autoimunes, doenças inflamatórias intestinais e pacientes submetidos a transplantes de órgãos.
A equipe avaliou a presença de anticorpos contra 185 antígenos relacionados a vírus, bactérias e doenças autoimunes.
Posteriormente, comparou esses resultados com os níveis de anticorpos produzidos contra uma região da proteína spike do coronavírus após a vacinação inicial e a aplicação de doses de reforço.
Os resultados confirmaram diferenças importantes entre os grupos analisados.
Após o esquema inicial de vacinação, 71,6% dos receptores de transplantes apresentaram resposta fraca, enquanto essa proporção foi de 6,2% entre os participantes saudáveis.
Depois da dose de reforço, 95% dos indivíduos saudáveis alcançaram níveis elevados de anticorpos.
Entre os transplantados, entretanto, 37,9% continuaram apresentando resposta fraca ou ausente.
O que são os chamados anticorpos sentinela? Um dos principais achados foi a identificação de três tipos de anticorpos associados a respostas mais intensas à vacina contra a Covid-19.
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