Aliados de Motta fazem contas para mantê-lo na presidência da Câmara e Centrão fala em ‘autopreservação’
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante reunião de líderes na Câmara Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que a disputa pela sucessão no comando da Casa está longe de estar definida.
A eleição acontecerá em fevereiro do próximo ano, mas já é discutida nos bastidores em Brasília.
Apesar do crescimento da bancada da direita, aliados de Motta apostam que o Centrão fará um movimento de autoproteção para se preservar no poder e evitar que o bolsonarismo amplie sua influência sobre o Legislativo.
Nomes do Centrão lembram que, nos últimos anos, o Congresso ganhou força justamente por não ter um alinhamento automático com o Poder Executivo.
Foi isso que permitiu, por exemplo, o avanço das emendas parlamentares.
Outro argumento é que a direita está avançando sobre as cadeiras de partidos do Centrão no Congresso.
Por isso, não haveria interesse desses partidos de fortalecer, ainda mais, o PL.
Agora no g1 “O PL cresceu, mas dificilmente terá, ao mesmo tempo, a presidência da República, da Câmara e do Senado, isso enfraqueceria todos os outros partidos”, diz um interlocutor do presidente da Câmara.
Antecipação do debate Algumas lideranças avaliam que o PL fez um cálculo errado ao já antecipar o interesse em comandar a Câmara e o Senado.
O próprio senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, publicamente, que o Congresso está "muito mais à direita do que ele é hoje".
"Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara", disse Flávio na última semana, em um evento em Goiânia (GO).
As sinalizações do PL fizeram com que Motta ligasse o alerta antecipadamente e já começasse a articular a manutenção da sua cadeira.
Segundo aliados, ele tem às mãos para negociar, por exemplo, a próxima vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU), relatorias de propostas, distribuição de cargos na Mesa e nas comissões e a negociação sobre as emendas.
Nesta terça-feira (13), Motta já recebeu o apoio público do líder do PSD, Antonio Brito (BA), cuja bancada tem mais de 40 deputados.
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