O que o 1º astronauta chinês respondeu quando lhe perguntaram se a Grande Muralha pode ser vista do espaço
A ideia de que a Grande Muralha da China pode ser vista do espaço começou no século 18.
Em 1754, o antiquário inglês William Stukeley escreveu em uma correspondência que a Grande Muralha “pode ser discernida na Lua”.
Ou seja, mais de dois séculos antes de qualquer ser humano se aventurar além do planeta Terra.
No século 19, a afirmação continuou sendo repetida.
Em 1895, por exemplo, o jornalista britânico Henry Norman escreveu que a muralha tinha a reputação de ser a única obra humana na Terra visível da Lua.
Mas o grande impulso veio em 1932, com uma tira do popular livro de curiosidades Ripley’s Believe It or Not! em que a Grande Muralha era descrita como “a mais grandiosa obra do homem” e a única construção que poderia ser vista a olho nu da Lua.
Essa é frequentemente apontada como a origem da versão moderna e popular do mito.
Só que a realidade é que tudo não passa de mito, mesmo.
Pois imagine o constrangimento de Yang Liwei, o primeiro taikonauta (astronauta chinês), ao dar uma entrevista coletiva em outubro de 2003 logo após retornar de sua missão e ser questionado a respeito.
Ele havia passado 21 horas em órbita a bordo da nave Shenzhou 5, feito que transformou a China no terceiro país do mundo a colocar humanos no espaço de forma independente, depois de União Soviética e EUA.
Liwei voltou para casa um herói.
Como funciona o Roman, novo Telescópio da Nasa Continua após a publicidade “A Terra parecia muito bonita do espaço, mas não vi a nossa Grande Muralha”, lamentou o taikonauta.
O comentário repercutiu bastante na China, com várias notícias sugerindo que a estrutura não poderia ser vista por nenhum astronauta, decepcionando muitos chineses que acreditavam ser ela a única construção humana visível do espaço.
Porém, apesar de ter desfeito um mito, Liwei trouxe outro.
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