Equador extradita aos EUA chefe do tráfico e dois envolvidos em assassinato de presidenciável
O Equador extraditou, nesta quinta-feira (29), aos Estados Unidos dois homens relacionados ao assassinato do então candidato à Presidência Fernando Villavicencio, em 2023, e um líder da organização criminosa Los Choneros, considerada terrorista por Washington.
O presidente de direita Daniel Noboa promove uma política de linha-dura no país, mas, apesar das medidas de segurança, a violência de organizações criminosas e narcotraficantes não cessa e os homicídios continuam em alta.
"Com eles, já são nove os enviados para responder perante a Justiça internacional", escreveu Noboa na rede social X.
Os extraditados são o empresário Daniel Salcedo e o ex-policial Ronald Herrera, apontados como envolvidos no planejamento do assassinato de Villavicencio, morto a tiros ao sair de um comício eleitoral em Quito.
A Justiça já condenou cinco pessoas pela execução do crime, com penas de até 34 anos de prisão.
O outro extraditado é Francisco Manuel Bermúdez, conhecido como Churrón, líder da organização Los Choneros, financiada pelo narcotráfico, extorsão e assassinatos por encomenda, cujo principal chefe está preso em uma penitenciária americana.
Os Estados Unidos ofereceram, em 2025, uma recompensa de até cinco milhões de dólares (R$ 26,9 milhões) por Bermúdez, acusado por um tribunal de Nova York de promover a importação e a distribuição de cocaína.
O Equador é o maior exportador de cocaína do mundo, e os Estados Unidos são um de seus principais destinos.
Desde 2025, o Departamento de Estado americano também designou como organizações terroristas os grupos criminosos equatorianos Los Lobos, Chone Killers e Los Tiguerones.
Essa designação amplia as atribuições dos Estados Unidos para perseguir e sancionar esses grupos e seus integrantes e, segundo a interpretação do governo de Donald Trump, justifica operações além das fronteiras americanas.
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