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Fora do Brasil, futuro de Flávio Bolsonaro passa por investigações no STF e TSE

UOL Notícias ·
Fora do Brasil, futuro de Flávio Bolsonaro passa por investigações no STF e TSE

Fora do País após perder as eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma nova situação jurídica que pode comprometer seu futuro político. Alvo de investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) e de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador está sujeito a desdobramentos que podem resultar em uma eventual condenação penal ou em sua inelegibilidade. A situação ganha um novo contorno com a proximidade do fim de seu mandato, em janeiro de 2027, quando Flávio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares.

Uma das investigações já levou à imposição de medidas cautelares contra o senador. Nesta segunda-feira, 26, um dia após sua derrota nas urnas, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu sua saída do País e o impediu de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Flávio negou irregularidades e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Nesta terça-feira, 27, a PF cancelou os passaportes do parlamentar. A medida ocorreu após Flávio ter viajado para os Estados Unidos.

A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso foi revelado pelo Estadão em 18 de outubro, uma semana antes do segundo turno.

A investigação teve origem em uma apuração da Polícia Federal sobre plataformas de apostas e pagamentos digitais. Ao analisar dados extraídos da nuvem do advogado, os investigadores identificaram registros de encontros e viagens envolvendo Flávio, além de documentos que mencionavam o senador como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holding. O material foi encaminhado ao STF em 8 de outubro, em razão do foro do parlamentar, e distribuído a Moraes.

Outra investigação no Supremo apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Os recursos destinados à produção foram negociados pelo senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas aos repasses para a produção. Em outubro, a Polícia Federal pediu mais 90 dias para concluir a investigação, incluindo perícias contábeis e diligências nos Estados Unidos para rastrear o destino dos recursos.

Uma nova frente de investigação foi determinada nesta terça-feira, 27, pelo ministro Flávio Dino. O magistrado requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da campanha presidencial de Flávio.

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