María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela, diz partido
Foto de arquivo: Maria Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, discursa para apoiadores em protesto contra posse de Maduro para um terceiro mandato, em Caracas, em 9 de janeiro de 2025.
Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Foto de arquivo A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, fez ao menos três tentativas frustradas de retornar à Venezuela nas últimas horas, segundo integrantes de sua equipe, enquanto a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, se reunia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações foram divulgadas pela Reuters na noite de terça-feira (22), em meio à movimentação diplomática na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), onde Trump e Rodríguez realizaram seu primeiro encontro desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro.
Pedro Urruchurtu, assessor de Machado, afirmou nas redes sociais que as tentativas mais recentes ocorreram por mar e por via aérea.
Segundo ele, elas fazem parte de uma série de sete tentativas fracassadas de retorno ao país desde que a oposicionista deixou a Venezuela clandestinamente há cerca de nove meses.
As informações também foram confirmadas por um porta-voz de Machado.
A líder opositora não comentou publicamente o caso até o momento.
Por que Trump continua a participar da Assembleia Geral da ONU? A notícia surge em um momento de tensão entre parte da oposição venezuelana e o governo dos Estados Unidos.
Desde que Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina após a captura de Maduro, Washington tem ampliado o diálogo com Caracas e firmado acordos econômicos com o novo governo.
Na terça-feira, Trump recebeu Rodríguez em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Após a reunião, a presidente interina publicou uma foto ao lado do republicano e afirmou que os dois conversaram sobre o fortalecimento das relações bilaterais e o avanço da cooperação em áreas como energia, mineração e segurança.
A aproximação entre Washington e Caracas tem sido alvo de críticas de setores ligados a Machado, que acusam os Estados Unidos de terem reduzido a pressão por eleições livres em troca de acordos comerciais e petrolíferos com o governo interino.
Delcy Rodríguez se encontra com Donald Trump à margem da Assembleia da ONU.
Reprodução / Redes Sociais Mais cedo, Trump voltou a classificar Maduro como um "ditador fora da lei" durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
O presidente americano também exaltou a operação que resultou na captura do ex-líder venezuelano e destacou um acordo petrolífero firmado com Caracas no mês passado.
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