Ex-comandante da PM é condenado a mais de 50 anos; entenda o caso
O ex-comandante da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão em quatro ações penais por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos.
A decisão mais recente foi proferida nesta quinta-feira, 8.
O capitão está preso preventivamente desde janeiro de 2025.Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), as investigações apontaram que o ex-comandante utilizava recursos da corporação para atender a interesses particulares e obter vantagens indevidas.
As apurações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul).Ex-capitão teria usado policiais e viaturas para segurança privadaEm uma das ações, Fabrício Santiago foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva majorada e peculato.
Conforme o MP-BA, quando comandava a 4ª Companhia da PM, em Santa Cruz Cabrália, ele recebeu vantagens indevidas para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha.A investigação também apontou o fornecimento antecipado de informações sobre fiscalizações.
Foram identificadas 74 transferências financeiras, que somaram R$ 102.013,72.A sentença ainda registrou o uso continuado de policiais, viaturas e outros recursos públicos para a prestação de serviços de segurança privada.
Outras condenações somam mais de 30 anosAs outras três sentenças envolvem episódios relacionados ao período em que o capitão exercia função de comando, principalmente em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia.Em junho deste ano, ele foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva e peculato.
Segundo as investigações, teria recebido vantagens indevidas para direcionar policiais militares e viaturas à segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde.Em setembro de 2025, outra decisão estabeleceu pena de cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva.A primeira condenação foi proferida em maio de 2025, quando o ex-capitão recebeu pena de seis anos, dois meses e oito dias de prisão.
Nesse caso, segundo a decisão, ele teria usado a influência do cargo para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrar vantagem pela atuação.Quais condutas foram investigadas?De acordo com o conjunto das quatro ações penais, os episódios envolveram liberação irregular de veículo, cobrança de vantagens relacionadas a eventos, direcionamento do policiamento ostensivo para propriedades e estabelecimentos privados e utilização de recursos humanos e materiais da Polícia Militar em benefício particular.A condenação total informada é de 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.