Missa por pai e filhas mortos na BR-163 vira reflexão sobre a brevidade da vida
Antônio Pedro Zardin, de 42 anos, e as duas filhas, Maria Fernanda, de 15 anos, e Maria Carolina, de 11 anos, foram homenageados em missa de 7º dia neste domingo na Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, no Centro de Campo Grande, onde participaram de acampamento religioso em novembro do ano passado.
O padre Wagner Divino disse que ao saber da tragédia, lembrou da participação no evento e pensou naquele momento que “haveria um bom motivo para isso”.
Durante a fala, comentou que se tratava de uma história dolorosa e que não seria a vontade de Deus a morte violenta.
Mas “um acidente desse nos faz refletir muito mais, com certeza.
A nossa vida é muito breve”, disse.
Citou que muitas vezes “a gente sai da nossa casa pensando em entrar no carro e fazer isso e aquilo”, mas “às vezes, no meio da estrada, a gente não chega”.
Ele falou que casos como esse nos fazem lembrar que viver é algo extraordinário e que é precioso “ viver nesta vida com o coração em paz”.
Familiares e amigos da família participaram da celebração.
Tatiane Zardin, irmã de Antônio, contou que o esperava para o almoço no dia do acidente.
Lembrou ainda que ele era um homem de muita fé, apesar dos sofrimentos que havia passado recentemente.
"Foi um ótimo marido, porque a Cris passou por um câncer muito agressivo, que teve épocas assim que ela não conseguia nem comer, e ele se afastou da empresa pra poder cuidar dela.
A minha mãe faleceu nos braços dele, infartou nos braços dele.
Então assim, ele vinha carregando muita coisa, passando por provações." Além disso, comentou que a vida do irmão serve de exemplo.
"Ele nunca desistiu da vida, ele nunca deixou Deus de lado.
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