Álcool e câncer de mama: até uma taça conta
Quando falamos em prevenção do câncer de mama , algumas recomendações já fazem parte do cotidiano das mulheres.
Falamos sobre atividade física, controle do peso, conhecimento do próprio corpo, atenção aos sinais e sintomas e importância do diagnóstico precoce.
Há, porém, um fator de risco modificável sobre o qual ainda falamos menos do que deveríamos: o consumo de álcool .
E é preciso incluir o vinho nessa conversa.
Durante muito tempo, uma taça de vinho esteve associada quase exclusivamente a imagens positivas: celebração, gastronomia, relaxamento e até saúde.
Mas, quando o assunto é câncer, a evidência científica exige uma conversa mais cuidadosa.
O que a ciência diz sobre álcool e câncer de mama A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, classifica as bebidas alcoólicas como carcinogênicas para humanos, Grupo 1, e reconhece uma relação causal entre o consumo de álcool e diferentes tipos de câncer, entre eles o câncer de mama feminino .
Continua após a publicidade Isso não significa que uma mulher que bebe vinho desenvolverá câncer de mama.
Câncer é uma doença multifatorial, influenciada por idade, genética, fatores hormonais, ambientais e comportamentais.
A maioria das mulheres que desenvolvem câncer de mama, inclusive, não apresenta história familiar conhecida da doença.
O que a ciência nos permite afirmar é outra coisa: o álcool aumenta o risco, e esse risco cresce à medida que aumenta o consumo.
Estudos avaliados pela IARC mostram uma relação dose-resposta, inclusive com consumo moderado.
Continua após a publicidade +Leia também: 10 fatos sobre os danos do álcool — e o que está sendo feito para combatê-los Vinho, cerveja ou destilado: o vilão é o etanol Talvez o aspecto menos conhecido dessa discussão seja que o organismo não distingue o álcool de uma taça de vinho daquele presente na cerveja ou em um destilado como imaginamos culturalmente.
Do ponto de vista do risco de câncer, o elemento central é o etanol .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.