Louise estreia com ‘Notívaga’ após anos cantando ideias alheias
Sempre houve uma expectativa em torno de Louise .
Filha de Chico Science , líder da Nação Zumbi e figura central do manguebeat, a cantora e compositora pernambucana conviveu durante anos com a cobrança de quem conhece, admira ou idolatra a obra do pai.
Ninguém precisava dizer nada, mas isso sempre rondou sua vida.
“Talvez não fosse uma coisa muito direta, mas era algo que eu sentia no ar”, resume a cantora, em entrevista nos estúdios da Rolling Stone Brasil .
Em 2020, esse peso ganhou outra dimensão.
Era o primeiro ano da pandemia, as mortes se acumulavam e Louise completava 30 anos — a mesma idade que Chico tinha quando morreu, em 1997.
“Meu pai morreu com 30 anos, já com um legado gigantesco.
E eu me vi sem o mínimo da minha essência naquilo que eu queria fazer, que é cantar”, lembra.
A reflexão a levou a uma decisão: “Sei lá se amanhã eu vou tá viva.
Eu preciso fazer alguma coisa por mim”.
Ela descreve aquele momento como um clique.
Passou a escrever e compor mais e, pela primeira vez, começou a gostar do resultado.
Até então, costumava descartar o que colocava no papel.
“Antes eu escrevia algumas coisas e odiava as minhas composições”, diz.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.