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Economia

Na reta final do mês, dólar cai a R$ 5,18, enquanto Bolsa e petróleo sobem

UOL Economia ·
Na reta final do mês, dólar cai a R$ 5,18, enquanto Bolsa e petróleo sobem

O dólar é negociado nesta última sessão de agosto em leve baixa, cotado a R$ 5,18, influenciado pela alta do petróleo no exterior, com escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. Moeda americana ainda caminha para fechar mês com variação positiva ante real. Na Bolsa, Ibovespa tem firme abertura positiva em busca do nono pregão seguido de ganhos para zerar perda no acumulado mensal.

Dólar tem última sessão do mês em leve baixa. No comercial para a venda, a moeda americana era cotada às 11h a R$ 5,180, variação de menos 0,29% ante fechamento da sexta-feira.

Moeda americana caminha para fechar mês em alta. Após abrir agosto cotado a R$ 5,07, o dólar emendou sequência de valorização ante o real, chegando a bater a máxima de R$ 5,22 dia 18, pressionado por fluxo negativo de recursos estrangeiros para o Brasil.

Moeda americana subiu ante o real em três meses, mas teve quatro quedas mensais. O dólar caiu ante a moeda brasileira em janeiro (-5%), fevereiro (-1,5%), abril (-4,4%) e julho (-1,9%); subindo em março (+1,4%), maio (+1,4%) e junho (+2,4%).

Fluxo de recursos externos está negativo no mês. Segundo dados do Banco Central, o saldo entre saídas e entradas está negativo em US$ 2,6 bilhões até a última sexta-feira (21). O comportamento mantém viés de julho, quando déficit em transações correntes do balanço de pagamentos somou US$ 8,1 bilhões em julho de 2026, ante US$ 6,9 bilhões em julho de 2025.

O cenário externo tende a continuar pressionando o real, principalmente caso os dados americanos reforcem a possibilidade de alta dos juros em setembro. No mercado doméstico, o fluxo estrangeiro começa a apresentar sinais de melhora, mas as saídas acumuladas em agosto ainda permanecem elevadas, próximas de R$ 18,7 bilhões. Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora

No exterior, petróleo sobe e alimenta aversão a risco. O viés é influenciado pela escalada da tensão no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã , o que amplia incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz. Mercado reage ainda ao acordo entre a Casa Branca e a Venezuela que amplia a participação americana na exploração das reservas venezuelanas. O contrato futuro com vencimento em dezembro para o barril do tipo Brent, referência internacional da commodity mais negociada, subia 5,2% às 11h, a US$ 90,62.

O mercado trabalha com um prêmio de risco mais elevado não apenas pelas incertezas sobre a retomada dos fluxos físicos de petróleo e derivados pelos estreitos de Hormuz, mas também pela retomada das ofensivas diretas entre Washington e Teerã. Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX

Ibovespa busca nono pregão de alta em sequência positiva. Subindo desde a abertura, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 avançava 0,02% às 11h, a 177.281 pontos. Na sexta-feira, o indicador chegou a oito pregões de alta. Se fechar acima de 178 mil pontos, encerra agosto com variação mensal positiva.

No mês, porém, desempenho do Ibovespa ainda é negativo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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