Investimentos nos EUA: o que está atraindo o dinheiro dos brasileiros?
O investidor brasileiro segue disposto a apostar nas grandes teses de crescimento nos Estados Unidos, mas sem abrir mão das taxas elevadas oferecidas pela renda fixa americana.
Inteligência artificial e semicondutores permanecem entre os principais destinos do dinheiro aplicado, em setembro, em ações, enquanto títulos do Tesouro americano e fundos de renda fixa de curto prazo seguiram entre os investimentos mais negociados.
A combinação ganhou ainda mais força em um mês marcado pela primeira alta dos juros americanos em três anos.
O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa em 0,25 ponto percentual, em meio à resiliência da economia e à persistência das pressões inflacionárias.
Os juros dos títulos públicos americanos subiram junto: o papel de dez anos chegou perto de 5,3%, maior patamar desde 2007, segundo a Avenue.
O movimento aconteceu enquanto as bolsas americanas tiveram desempenhos bastante diferentes.
O Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, avançou 1,86% em setembro, enquanto o S&P 500 caiu 0,27% e o Dow Jones, 4,50%.
O Russell 2000, de empresas de menor capitalização, as “small caps”, perdeu 5,4%.
IA mantém domínio entre as ações Entre as ações mais procuradas pelos brasileiros lá fora, a inteligência artificial continua ditando boa parte das escolhas.
Na Nomad, Nvidia, SanDisk e Micron Technology ocuparam, nessa ordem, as três primeiras posições entre os papéis mais negociados em setembro.
As três companhias estão ligadas à infraestrutura necessária à expansão da IA e dos data centers, seja em capacidade de processamento ou armazenamento de dados.
SpaceX e Tesla completaram o top 5.
“O fluxo dos clientes se concentra na tese de infraestrutura de IA, que ocupa as três primeiras posições com Nvidia, SanDisk e Micron, combinando capacidade de processamento e memória, os dois gargalos da expansão de data centers”, afirma Caio Fasanella, diretor e chefe de investimentos da Nomad.
Segundo ele, SpaceX e Tesla mostram, na outra metade do ranking, a procura por teses de crescimento de longo prazo e tecnologias disruptivas.
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