Ucrânia acusa Musk de restringir Starlink e prejudicar ações militares
Autoridades ucranianas afirmaram que restrições aos serviços de internet via satélite Starlink, da SpaceX, prejudicaram operações militares e a logística do país.
A medida ocorre em meio ao aumento das tensões entre Kiev e o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo autoridades ucranianas, as forças militares foram surpreendidas pelas limitações à versão do serviço voltada ao uso militar, chamada Starshield.
O conselheiro presidencial Serhiy Beskrestnov afirmou que não houve aviso prévio.
“Nossas forças de defesa não receberam nenhum aviso sobre essa restrição, e isso levou à interrupção de várias missões”, escreveu Beskrestnov nas redes sociais.
“Está claro que essa medida não pode ser uma coincidência e está ligada à situação política atual.” Leia Mais Ataques russos deixam mais de 600 mil pessoas sem energia na Ucrânia Polônia acusa Rússia de sabotagem por incêndio em estação da Starlink Rússia não ataca alvos energéticos da Ucrânia após "trégua" de Trump Uma fonte militar ucraniana com conhecimento direto das operações afetadas disse à CNN que as complicações são significativas.
Segundo ela, os problemas de conexão podem afetar a linha de frente e os territórios ocupados pela Rússia.
“Estamos investigando detalhadamente os problemas de conexão.
Estávamos nos preparando para isso”, afirmou a fonte.
Uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia também disse à CNN que a situação dificulta a logística, as operações com sistemas não tripulados e os ataques de médio alcance, entre outras atividades.
O ministério afirmou que ainda investiga as causas do problema.
A CNN procurou a SpaceX para comentar.
Tensões com o governo Trump A interrupção ocorre em meio a relatos recentes de dificuldades no compartilhamento de informações de inteligência entre a Ucrânia e seus aliados.
No último fim de semana, o governo Trump advertiu Kiev de que poderia suspender o compartilhamento de inteligência e as compras europeias de armas americanas destinadas à Ucrânia caso o país não interrompesse os ataques de longo alcance contra instalações energéticas russas.
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