Flamengo corrige rota após erros com reforços caros, sincericídio e tática
O Flamengo teve que passar por uma correção de rota após o que se avaliou como erros. Entre os pontos vistos como equívocos, estão tentativas de contratações midiáticas, estilo de jogo e excesso de vazamentos internos.
Esse processo ocorreu durante o período sem jogos por causa da eliminação da Copa do Brasil.
Há uma avaliação interna de que erros foram cometidos da diretoria, do técnico Leonardo Jardim e dos jogadores. E houve conversas nos bastidores entre as partes para ajustar a rota.
Da parte da diretoria, a questão foi a busca por reforços midiáticos como Almada e Luiz Henrique. Não era a ideia inicial ir atrás desse tipo de jogador em um cenário de que o caixa para 2026 era reduzido - em torno de 15 milhões de euros. Mas Luiz Eduardo Baptista e José Boto foram por esse caminho após a Copa.
A negociação de Luiz Henrique fracassou de vez no em 7 de agosto, sexta-feira, dois dias antes da volta ao Brasileiro contra o Vitória.
Agora a ordem é focar no elenco e só buscar pequenos ajustes, pontuais, no elenco após o jogo com o Cruzeiro.
Até porque entende-se ainda que a procura por esses jogadores causou questões dentro do próprio elenco porque jogadores das posições se viram desvalorizados, como Plata, Luiz Araújo, Carrascal.
Neste sentido, a percepção é de que foi uma escorregada do técnico Leonardo Jardim dizer que precisava de um substituto para Arrascaeta. A visão interna no Flamengo é de que atletas da posição ficaram sob questionamento - o elenco contava com Carrascal, Paquetá e o improvisado Lino para essa função.
Da parte dos jogadores, os mais cascudos - como Jorginho e Danilo - atuaram para resolver questões dentro do grupo tanto quanto controlar a vazamentos de informações quanto ao estilo de jogo.
Não houve uma conversa específica com Jardim. Mas houve ajustes na estratégia do Flamengo que passou a ser um time que busca mais o controle do jogo do que antes da Copa. Isso foi perceptível contra o Cruzeiro, Vitória e Mirassol.
Anteriormente, o time era bem incisivo e atacava de forma mais direta, jogando com menos posse de bola.
Neste caso, Jardim foi visto como um técnico que sabe ouvir e se adaptar. E o período de descanso da Copa do Brasil foi essencial para retomar comportamentos táticos vistos antes do Mundial.
O próprio Jardim falou em coletiva sobre o período junto para treinamentos. "Conseguimos crescer, estamos crescendo dentro daquilo que já falamos antes, de o grupo estar junto duas, três semanas. Isso permite que as ideias passem e crescimento", disse ele, após a goleada sobre o Mirassol.
Outra fala do treinador foi ressalvar que havia um extremismo nas análises pois nem o time é melhor do mundo agora, nem o pior antes. Fato é que houve mudanças significativas desde o fim da partida no Beira-Rio.
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