Kataguiri sobre suspensão da campanha de Renan: decisão é “dantesca”
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) classificou como “dantesca” a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu parte da campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência .
O parlamentar afirmou nesta segunda-feira (31/8) que o partido vai apresentar um mandado de segurança para tentar reverter as restrições.
“Nós vamos impetrar um mandado de segurança para que o TSE, os outros ministros do TSE, principalmente o presidente, ministro Kassio Nunes, revertam essa decisão teratológica, ilegal, dantesca, tétrica e inconstitucional do ministro Dias Toffoli.
Ele tomou uma decisão de ofício que não poderia tomar, porque o princípio do direito é a inércia do juiz: ele só pode atuar caso provocado”, afirmou Kataguiri.
A decisão de Toffoli, tomada nesta segunda, suspendeu a propaganda eleitoral de Renan em ambientes digitais, os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.
O ministro também determinou que a chapa esclareça, em até 24 horas, informações sobre os perfis utilizados na campanha.
O caso começou porque Renan e o candidato a vice, Aroldo Medina, complementaram em 19 de agosto a relação de redes sociais apresentada à Justiça Eleitoral.
O registro da chapa havia sido enviado em 7 de agosto.
Ao todo, 18 perfis passaram a constar no processo.
Pelas regras eleitorais, perfis preexistentes informados posteriormente só podem ser utilizados em propaganda 48 horas depois da comunicação ao TSE.
Para Toffoli, houve “indícios de ilicitudes” e Renan teria obtido vantagem com o uso dos perfis antes da regularização.
O ministro afirmou que os benefícios já alcançados seriam “irreversíveis” e defendeu a suspensão até que a situação de cada conta seja esclarecida.
Kataguiri contesta a proporcionalidade da medida.
Segundo ele, o atraso na comunicação das contas não justificaria restrições capazes de comprometer a campanha presidencial.
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