Tesouro Direto: taxas têm leve queda com desemprego dentro do esperado
O rendimento dos títulos do Tesouro Direto abriram a sessão desta quinta-feira (27) com queda nos atrelados à inflação, após a Pnad Contínua mostrar uma queda da taxa de desemprego do Brasil, de 5,4% a 5,3%, em linha com a projeção do mercado.
Após a divulgação do IPCA-15 de agosto com deflação de 0,45%, há maiores expectativas de que o Banco Central pode continuar com a trajetória de cortes na Selic na próxima reunião, em setembro.
Ocorre hoje o leilão periódico de títulos prefixados do Tesouro Nacional.
Com a oferta aumentada desses papéis, as taxas operam estáveis.
Apesar da alta do petróleo, as taxas dos "Treasuries" (os títulos do Tesouro americano) moderaram o avanço nos Estados Unidos, o que também ajuda a reduzir a pressão externa sobre a renda fixa doméstica.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 8,00%, ante IPCA + 8,02% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,46%, ante IPCA + 7,48% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,26%, ante IPCA + 7,27% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,13%, ante 14,13% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,48%, ante 14,47% na última sessão.
Onde investir? Desde o mês passado, uma das principais recomendações de investimento em títulos públicos é o Tesouro IPCA+ 2032.
O seu retorno real (descontada a inflação) segue alto na comparação internacional, mas pode não ser tão alto assim quando comparado ao ganho dos títulos que seguem a taxa básica de juros, a Selic.
Vale notar que, se e a inflação cair, o ganho nominal (somada a inflação) do investimento também fica menor.
Para João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, em agosto uma outra opção desponta em atratividade.
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