'Interesse dele não era continuar no quartel', diz defesa de soldado preso após fugir com fuzil; buscas por armamento seguem
Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, de 20 anos, foi preso após sair de quartel com fuzil e munições Polícia Civil/Divulgação O soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, que estava desaparecido desde sábado (17) após sair de quartel no Recife com um fuzil e 20 munições e foi preso nesta quarta-feira (21), não queria mais servir ao Exército.
"O interesse dele não era continuar no quartel.
Ele já tinha interesse de não continuar.
Tanto que ele saiu do quartel, não tinha mais interesse em voltar", disse o advogado Jario Santos ao g1.
Ao se apresentar à polícia, o jovem de 20 anos não estava com o armamento que levou do 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, no Centro do Recife, onde estava de serviço como sentinela.
Por isso, continuam as buscas pelo fuzil de calibre 7.62 milímetros e 20 munições, que eram do seu armamento individual utilizado durante o serviço militar. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE "A questão do fuzil ainda é incerta, do armamento ainda é incerto, mas que ele retornaria, a gente tem certeza que não.
Durante esse tempo, ele demonstrou interesse em não permanecer [no Exército]", declarou a defesa do jovem.
Ainda segundo Jario Santos, após quatro dias desaparecido, o jovem se entregou na Delegacia de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.
Após ser preso, Pedro Gabriel foi levado à 7ª Delegacia de Homicídios, em Paulista, no Grande Recife (veja vídeo abaixo).
Militar acusado de abandono de posto e furto de material em Pernambuco é preso Ainda na manhã desta quarta-feira (21), Pedro Gabriel foi encaminhado à sede do Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Centro da capital pernambucana, onde fez o exame de corpo de delito.
Depois, foi para o 4º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), conhecido como Batalhão João Fernandes Vieira, na rodovia BR-232, no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife.
O advogado de Pedro Gabriel disse que o soldado ainda está muito confuso e assustado, e ainda não contou onde estava durante os dias em que ficou desaparecido.
"Ele estava sem celular, estava sem acesso à internet.
E ele também está muito confuso, ele está muito assustado ainda.
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