Corinthians sofre enxurrada de ações judiciais por irregularidades em extinta divisão de eSports
Veja a entrevista de Seedorf, técnico do Corinthians, depois da derrota para o Vasco O Corinthians está sendo acionado e condenado na Justiça no Trabalho em ações judiciais por irregularidades na extinta divisão de esportes eletrônicos do clube. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Embora a operação de eSports tenha sido licenciada para uma empresa, a CDS, o Corinthians vem sendo processado e condenado subsidiariamente em processos, cujos valores ultrapassam R$ 2,8 milhões.
Em levantamento nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), o ge encontrou 30 ações trabalhistas contra a CDS e o Corinthians.
Dessas, sete já tiveram condenações em 1ª instância e seis em 2ª instância.
Nos outros 17 processos, ainda não houve sentenças.
Das 13 ações com decisões judiciais, o Corinthians foi condenado junto com a CDS em dez delas - as três absolvições foram em 1ª instância.
Ex-jogadora do game eFootball representando a divisão de eSports do Corinthians em competição Reprodução/Instagram O entendimento de diferentes juízes é que, embora não tenha contratado diretamente os jogadores de eSports, o clube se beneficiou do trabalho deles. — Os atletas prestavam serviços dentro de uma operação que utilizava a marca, a estrutura e o projeto de eSports do Corinthians, ainda que a contratação formal fosse feita por uma empresa intermediária.
O entendimento que tem prevalecido é de que o clube se beneficiou diretamente daquele trabalho e, por isso, pode responder subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não cumpridas pela empresa contratada — explica o advogado Helio Tadeu Brogna Coelho, representante de vários ex-funcionários que processam a CDS e o Corinthians.
Em nota, o Corinthians declarou que já fez uma cobrança formal à CDS de R$ 439,7 mil e que as condenações não afastam a responsabilidade da empresa gestora, nem o direito de clube de "exigir o ressarcimento integral dos prejuízos". — O Corinthians considera particularmente grave que sua marca e sua credibilidade sejam associadas às consequências de uma operação cuja gestão administrativa, financeira e trabalhista havia sido expressamente confiada a terceiros — diz o clube (leia a íntegra da nota no fim do texto).
Mais notícias do Corinthians: + Stabile minimiza problemas com elenco e revela prazo para pagar atrasados + Derrota traumática desmonta o Corinthians e dificulta a luta contra a queda O Corinthians assinou contrato de licenciamento para que a CDS, a partir de julho de 2022, usasse a marca do clube na operação de eSports, sendo a empresa responsável por contratar os jogadores para participar das competições de games.
O clube rescindiu o contrato em setembro do ano passado, em meio a acusações de irregularidades nas equipes, problemas na administração e atrasos de salários.
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