Cinco estados registram alta de casos de doenças respiratórias graves
Cinco estados registram SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em nível de alerta ou risco, com sinal de crescimento, aponta o Boletim InfoGripe da Fiocruz.
A SRAG é uma condição clínica grave caracterizada por uma infecção nas vias respiratórias que causa dificuldade severa para respirar, queda na oxigenação do sangue e lesões nos alvéolos pulmonares. Não trata-se de uma doença única, mas uma evolução ou complicação de um quadro gripal ou infecção respiratória.
Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sergipe tiveram aumento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 42. O período analisado vai de 18 a 24 de outubro.
Sergipe tem aumento de casos graves impulsionado pelo metapneumovírus, principalmente entre crianças pequenas. Em Mato Grosso, o crescimento está ligado sobretudo ao Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19.
Em Mato Grosso do Sul, rinovírus e Sars-CoV-2 explicam o avanço dos casos graves. Amapá e Maranhão não têm dados laboratoriais suficientes para identificar o vírus responsável pelo aumento.
Aracaju, Belém, Cuiabá, João Pessoa e Rio de Janeiro têm atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco. As cinco capitais também mostram crescimento na tendência de longo prazo.
Aracaju e Cuiabá registram aumento especialmente entre crianças pequenas. Em João Pessoa, a alta se concentra na população de 50 a 64 anos.
Belém tem crescimento entre crianças de 2 a 4 anos e adultos de 50 a 64 anos. No Rio, o avanço ocorre entre menores de 2 anos e pessoas de 15 a 49 anos.
O país registra leve crescimento de casos graves de covid-19 nas últimas semanas, mas a incidência permanece baixa. Há sinais de alta em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
O boletim recomenda que integrantes dos grupos prioritários verifiquem a vacinação contra a covid-19. Idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber reforço a cada seis meses, afirma a pesquisadora Tatiana Portella.
Nas últimas quatro semanas, o rinovírus respondeu por 53,3% dos casos positivos de vírus respiratórios. Entre as mortes com resultado positivo, o vírus representou 42,9% dos registros.
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