Ibovespa encerra estável de olho em IPCA-15 no Brasil e PCE nos EUA
O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quarta-feira, 26, mantendo-se nos 174,5 mil pontos.
Hoje, a bolsa de valores brasileira operou de olho principalmente na divulgação do IPCA-15 no Brasil e dos índices econômicos nos Estados Unidos.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 registrou deflação de 0,40% em agosto , ante expectativa de queda de 0,32%.
Em 12 meses, o indicador desacelerou de 4,52% para 4,24%.
O resultado reforça as apostas de que o Banco Central poderá voltar a cortar a taxa básica de juros, a Selic, em setembro, favorecendo principalmente empresas mais sensíveis aos juros.
“O fluxo estrangeiro tem voltado ao Ibovespa, porém de forma pontual, pois os investidores ainda aguardam o fim da guerra no Oriente Médio e a definição da eleição presidencial no Brasil”, afirma Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital.
Continua após a publicidade Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no positivo.
O Bradesco (BBDC4) liderou os ganhos, com alta de 1,25%, seguido pelo Santander (SANB11), que avançou 0,13%.
O Itaú (ITUB4) subiu 0,03%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 0,26%.
No cenário internacional, o núcleo do índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, avançou 0,2% em julho na comparação com junho.
Em doze meses, a alta permaneceu em 3,3%.
Continua após a publicidade Com isso, o dólar , por sua vez, encerrou em leve alta e cotado a 5,14 reais.
“Acredito que a valorização venha muito por causa do índice PCE, que hoje vem levemente em alta, dificultado o Fed a cortar juros no curto prazo”, diz Bassani.
“Logo, a compra da moeda americana é mais interessante, abrindo margem para compra de juro futuro, como uma medida de diminuir o risco dos investidores.” Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: Continua após a publicidade Publicidade
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