Justiça ouve novos depoimentos sobre morte de jovem lançada sem cordas em salto de rope jump
Justiça ouve réus por morte em salto de rope jump entre Limeira e Cordeirópolis A Justiça ouve, a partir das 9h desta quarta-feira (23), novos depoimentos sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump no dia 13 de junho deste ano.
É a segunda parte da audiência de instrução do processo.
A primeira foi na última quinta-feira (17), quando quatro testemunhas de acusação depuseram à Justiça.
Na audiência desta quarta, outras testemunhas devem ser ouvidas.
Os réus, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves, serão ouvidos após essa etapa, mas não há confirmação se isso ocorrerá também nesta quarta-feira.
Siga o g1 Piracicaba no Instagram Os quatro são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima e a mulher apontada como organizadora do evento.
Todos estão presos preventivamente.
Eles respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado, sendo que Evelyne também é acusada de fraude processual (veja abaixo).
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda Reprodução LEIA TAMBÉM O que se sabe e o que ainda falta saber sobre morte de estudante da Esalq/USP em república Esalq diz que irá apurar morte de estudante em república Suspeito diz ter achado que grupo que lançou jovem sem cordas em rope jump era empresa regularizada: 'Eu acreditei' Denúncia do MP Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual 🔎 O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco.
"A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou. 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo.
No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
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