Líder do PCC no ABC Paulista é preso na Bolívia e enviado para SP
Marcio Barbosa da Silva, conhecido como Beiço de Mula, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) no ABC Paulista e integrante do núcleo político da facção, foi transferido nesta 2ª feira (21.set.2026) da Bolívia para São Paulo.
Marcio estava foragido e foi preso no fim de semana em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação conjunta entre a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Polícia Boliviana e a Polícia Federal, que atuou por meio de seu oficial de ligação no país vizinho, em articulação com a Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com nota da PF, Silva responde pelos crimes de organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo e constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Após os trâmites conduzidos pelas autoridades bolivianas, ele foi expulso do território e entregue às autoridades brasileiras nesta 2ª feira (21.set).
De acordo com o UOL , o nome de Beiço de Mula aparece em denúncia do Ministério Público de São Paulo que resultou na prisão do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil).
A investigação apura a suposta atuação do PCC no setor de transporte coletivo da capital paulista.
Leite nega as alegações.
Este jornal digital teve acesso ao documento do MP-SP.
Segundo trechos citados pelo veículo, uma das mensagens trocadas por investigados questiona se um interlocutor já havia conseguido falar com Marcio.
A resposta é de que não, mas que o homem tinha o contato dele e poderia ligar, caso houvesse interesse.
Em outro trecho, um integrante do PCC afirma ter acabado de receber uma ligação de Beiço.
O conteúdo da conversa não é detalhado na denúncia.
A Polícia Civil de São Paulo também já havia apontado que o ex-vereador Thiago Rocha, de Santo André (SP), mantinha contato com integrantes do PCC, entre eles Beiço de Mula.
Rocha foi preso em abril, depois de investigação da Polícia Civil de Mogi das Cruzes que identificou a criação de um núcleo político pela facção, com a intenção de infiltrar agentes da organização em instâncias do poder público.
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