Após 'crise Master' no STF, campanha de Lula defende código de ética para Judiciário e MP
O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, divulgou nesta quarta-feira (2) um vídeo nas redes sociais em que afirma que ninguém está acima da lei e que defende a adoção de um código de ética para o Judiciário e para o Ministério Público.
A declaração foi feita em meio à crise provocada pelas revelações dos últimos dias sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e sobre o encontro que o dono do Master teve com André Mendonça em março de 2025.
Até a última atualização desta reportagem, o presidente Lula não havia se pronunciado sobre o caso.
Outros candidatos à Presidência da República já se manifestaram sobre o tema.
No vídeo, sem citar diretamente as recentes revelações, Edinho Silva afirmou que o sistema político e judicial do Brasil vive "profunda crise" e "apodreceu".
"A campanha do presidente Lula defende que é urgente mudar o sistema político e judicial no Brasil, que vive uma profunda crise.
Que protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção", disse.
O presidente do PT, na sequência, cita a falta de transparência nas emendas parlamentares e logo depois defende a adoção de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público, mas sem citar a crise envolve a derrubada de sigilo de relatório da PF com mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes, proximidade entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e encontros de André Mendonça.
"É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados.
É preciso também a adoção imediata de total transparência e controle dos gastos públicos em todos os níveis.
Ninguém está cima da lei.
Seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do poder Judiciário.
O povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios.
É preciso ter muita maturidade para liderar as mudanças que o Brasil precisa, é preciso ter compromisso histórico com a democracia."
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