"O mar me ensinou muito do que precisava para seguir", afirma Tamara Klink
“A sensação de partir para alto-mar é muito parecida com a sensação de crescer, de deixar as nossas origens, de deixar os confortos e as estruturas que sempre nos deram segurança”, afirma Tamara Klink, que compartilhará os aprendizados dos anos velejando sozinha no encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado” . O bate-papo inspirador será no dia 2 de dezembro (quarta-feira), às 20h, no Auditório Planalto do Ulysses Centro de Convenções.
“Na primeira viagem, eu estava fazendo muitas coisas pela primeira vez. Todos os dias eu tinha algumas ‘primeiras vezes’ da minha vida. E isso foi extremamente divertido. É claro que passei por momentos duros, nos quais vivi situações que pareciam insolúveis. Momentos em que fiquei com muito medo”, conta. “Medo de o barco quebrar, medo de ser exposta a situações que fogem do meu controle. Mas, é esse medo que também me mantém muito atenta, que me dá humildade.”
“Ao iniciar uma navegação sozinha, a pior parte de uma viagem é a preparação, a mais dramática é o antes de partir, quando somos tomados pela ambição de deixar a terra, mas ainda não estamos prontos e temos que provar que vamos conseguir”, ressalta.
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