Pequim instala turbinas eólicas e painéis solares em postes de luz
Pequim começou a instalar no centro da cidade postes de luz que combinam turbinas eólicas e painéis solares que criam um tipo de poste autossustentável.
A vista desses modelos ainda é rara na capital chinesa, mas a introdução no principal centro urbano do país demonstra que a China estuda espalhar os postes renováveis em seu território para reduzir os custos com a energia gasta na iluminação pública.
Essa tecnologia já existe há mais de 10 anos e é utilizada principalmente em zonas rurais ou mais isoladas que não são alcançadas por fiação elétrica.
Como os postes são equipados com essas duas fontes de produção de energia e uma bateria, se tornou uma opção viável para iluminar principalmente estradas distantes de cidades.
Assista à reportagem (1min28s): Nos últimos anos é que a adoção desses modelos em grandes centros urbanos vem sendo debatida.
Alguns dos motores que alimentam essa discussão é a redução de custos com a produção de painéis e hélices eólicas e o avanço do domínio sobre essas tecnologias que já apresentam algumas vantagens para sua instalação.
O benefício mais evidente é que a energia produzida no próprio poste –a solar durante o dia e a eólica ao longo do dia, mas também à noite– faz com que o sistema possa operar “off-grid” (totalmente autônomo) ou com consumo mínimo da rede.
Como o poste pode funcionar de maneira autônoma, o poste não fica tão vulnerável a eventuais quedas de energia ou apagões, mantendo as vias públicas iluminadas em situações de emergência.
A produção elétrica dos geradores no poste de luz também pode reduzir a conta de iluminação que é rateada pelos contribuintes.
Como ele consome parte da energia que ele mesmo produz, a demanda elétrica nas subestações é reduzida.
Isso também reduz a necessidade de obras de infraestrutura elétrica como a construção de mais subestações.
Em abril deste ano, um estudo do Instituto de Tecnologia de Shibaura simulou a adoção de um sistema desses postes para subsitituir os postes tradicionais na Grande Tóquio.
O teste principal foi se a incidência solar e de ventos na capital japonesa seria capaz de suprir os modelos atuais.
A conclusão foi que os painéis e turbinas equipados nesses modelos renováveis seriam sim capazes de produzir o dobro da demanda atual de energia para iluminar vias públicas com base nos últimos 50 anos do histórico metereológico da metrópole.
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