Diretor da Fifa trata paralisação do futebol com naturalidade na Copa de 2027: "É um projeto de país"
Agora é a vez delas: tem Copa do Mundo Feminina em 2027 Há uma semana, a Confederação Brasileira de Futebol comunicou aos clubes a paralisação obrigatória dos campeonatos durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, interrompendo críticas de dirigentes à medida.
Ela estava programada desde o início do processo de candidatura do Brasil, escolhido como sede em 2023, e consequentemente é vista com naturalidade pela Fifa. – Ela é apresentada como requerimento para um país sediar o evento, então quem se candidata a receber, se candidata conhecendo esse requerimento – diz o diretor de operações da Copa de 2027, Thiago Jannuzzi, ao ge. – Foi uma vontade da CBF junto com o Governo Federal, eu costumo dizer que não é um projeto de uma Federação, mas é um projeto de país também.
Estádio Mané Garrincha foi iluminado em verde e amarelo após o anúncio de Brasília como sede da Copa do Mundo Feminina Lucas Magalhães/ge Esse entendimento passa pelo fato de que a Copa, mais do que trazer as principais seleções femininas do mundo para o Brasil, agrega ao país financeiramente e para um plano nacional de impulsionar o desenvolvimento do futebol feminino.
Entre os números, a Copa deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas encomendado pela Embratur, agência vinculada ao Ministério do Turismo no Brasil.
Ainda há no estudo uma estimativa "conservadora" de receber dois milhões de pessoas no período, na visão do diretor da Embratur Roberto Gevaerd.
Mais de 730 mil já se inscreveram com interesse de comprar ingressos, sendo metade brasileira e a outra metade de fora do país.
CBF comunica aos clubes "parada obrigatória" durante período da Copa do Mundo Feminina Serão 32 seleções e 64 partidas disputadas em oito cidades escolhidas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre, entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano.
Estarão em utilização, portanto: Maracanã, Neo Química Arena, Mineirão, Arena de Pernambuco, Arena Castelão, Casa de Apostas Arena Fonte Nova, Mané Garrincha e Beira-Rio. – Esse requerimento de fato é necessário, porque quando você paralisa tantos estádios, você quase que inviabiliza o resto do calendário.
Obviamente tem praças para jogar, só que os clubes que mandam seus jogos nos seus estádios se sentiriam prejudicados caso não pudessem fazer isso – diz Thiago Jannuzzi, da Fifa. – Assim como se sentiriam prejudicados se o calendário não parasse em época de Copa do Mundo com tantos jogadores convocados.
Nos últimos dois anos, inclusive, a elite do futebol brasileiro paralisou em 2026 para a Copa masculina nos Estados Unidos, Canadá e México, e em 2025 para a Copa do Mundo de Clubes.
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