'Ninguém salva ninguém sozinho': artista transforma luto pela morte do irmão em conscientização sobre saúde mental
Artista transforma luto pela morte do irmão em conscientização sobre saúde mental Desde a morte do irmão, em março de 2026, a artista plástica e empresária Luiza Pannunzio, de Sorocaba (SP), passou a usar as redes sociais para transformar o luto em uma forma de conscientização sobre saúde mental.
Entre lembranças, reflexões e relatos sobre a trajetória de Francisco, ela expõe a própria dor com sensibilidade, mas também com indignação diante das circunstâncias que, segundo a família, antecederam a morte dele.
Em meio às publicações sobre sua loja e o cotidiano, Luiza intercala desafios, gestos de afeto e histórias sobre o irmão.
Os relatos também viraram uma forma de cobrar respostas e chamar a atenção para o atendimento oferecido a pessoas com transtornos mentais e às suas famílias. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em uma das publicações, a artista resume a tentativa de ajudar o irmão em uma frase: “Ninguém salva ninguém sozinho.
Ninguém.
Mesmo sabendo disso, eu tentei.” Artista transforma indignação em ativismo após morte do irmão e usa redes sociais para conscientizar sobre saúde mental Arquivo Pessoal No relato, Luiza detalha um dos episódios que considera mais difíceis durante o período em que tentava ajudar Francisco: o irmão estava em uma rodovia paulista e precisava de socorro, mas duas concessionárias teriam informado que o trecho não pertencia às respectivas áreas de concessão.
Em outra publicação, Luiza transforma a lembrança do irmão em reflexão.
“Ninguém morre em vão, aos olhos meus.
Ainda que debaixo d’água em lágrimas.
Ou a melhor legenda seria: no que você pensa quando está só e em silêncio?” Quatro meses após a morte de Francisco, ela também escreveu sobre uma dimensão do luto que, para ela, vai além da saudade.“4 meses sem meu irmão Francisco.
E a vida dos responsáveis segue enquanto a minha segue também, mas eu estou trabalhando dobrado.
Dia e noite, noite e dia tentando restabelecer nossa família dentro da injustiça que foi te perder dessa maneira.
Ou quando o luto não é apenas sentir saudade; é também investigar, escrever, organizar documentos, cobrar respostas, cuidar do papai e da mamãe e, ao mesmo tempo, continuar vivendo.” Do luto à luta Artista transforma indignação em ativismo após morte do irmão e usa redes sociais para conscientizar sobre saúde mental Reprodução/Instagram Em entrevista ao g1, Luiza explica que escrever foi uma das maneiras que encontrou para lidar com a perda.
Ela conta que já recorria à escrita para organizar os sentimentos e que, depois da morte do irmão, falar sobre o que aconteceu surgiu de maneira quase natural.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.