Outubro Rosa: ela venceu um câncer de mama considerado incurável em meio à alta de casos entre jovens
Sobrepeso, sedentarismo , tabagismo, consumo de álcool , maternidade depois dos 30 anos, ter mais de 40… Essas são algumas das condições mais comuns entre as pessoas diagnosticadas com câncer de mama, o segundo tipo com maior número de incidências no Brasil – atrás apenas do câncer de pele, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) .
No entanto, não se enquadrar no perfil de risco não significa descartar a atenção.
A história da influenciadora digital e relações-públicas Leticia Prates mostra que a doença também pode atingir mulheres jovens e fora das estatísticas convencionais.
“Fui diagnosticada aos 25 anos e estou aqui pra dizer que uma em cada oito mulheres tem ou vai ter câncer de mama”, declarou Letícia, que também é professora, em entrevista ao Olhar Digital .
“É muita gente, e a doença está cada vez mais comum entre jovens.” Letícia Prates aos 25 anos, quando foi diagnosticada com câncer de mama (esquerda).
Hoje, aos 38, totalmente livre da doença desde 2019. – Crédito: Arquivo pessoal Segundo Letícia, exatamente pela pouca idade com que percebeu uma “bolinha” em seu seio esquerdo, a primeira médica com quem se consultou, sua ginecologista desde a adolescência, não considerou a possibilidade de um tumor.
“Pare de ser hipocondríaca”, teria dito, em tom de brincadeira, para acalmar a paciente, que insistia em remover o caroço.
“Depois de muita insistência de minha parte, ela concordou em fazer uma cirurgia para remover essa bolinha, que crescia em larga escala.
Durante a cirurgia, o patologista já notou que se tratava de um câncer e pediu exames específicos.
Em 15 dias, tive o resultado desses exames, que comprovaram que eu tinha um carcinoma invasivo grau 2”.
Ela conta que estava tão ansiosa para retirar logo aquilo de seu corpo, que nem teve tempo de sentir o impacto estético da cirurgia.
“Eu estava tão nervosa pra tirar logo o câncer de mim, que achei um alívio”, recorda-se.
“Logo, já fiz a reconstrução”.
“Claro que não é o sonho de ninguém perder um pedaço de si, qualquer que seja, na juventude.
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