Crítica | ‘Camp Rock 3’ aposta em nova geração enquanto se apoia em nostalgia e melodias familiares
Há quase duas décadas, ‘ Camp Rock ‘ se tornou um dos filmes originais de maior sucesso da história do Disney Channel – catapultando as carreiras da Demi Lovato e dos Jonas Brothers . E, apesar da sequência ter sido lançada apenas dois anos depois, o acampamento titular permaneceu fechado por mais de quinze anos. Agora, a Disney finalmente aposta em um novo capítulo da franquia, com a intenção de apresentar este universo musical para uma nova geração de espectadores e atrair novamente a atenção dos fãs veteranos que cresceram assistindo aos primeiros filmes.
Na trama, a banda Connect 3 retorna ao famoso acampamento após perder de forma inesperada o artista que faria a abertura de sua grande turnê de reunião. Para resolver o problema, eles decidem procurar uma nova sensação musical diretamente entre os campistas do Camp Rock. Agora, cinco jovens talentosos terão que disputar pela oportunidade de realizar seus sonhos e construir seus futuros na música.
Apesar de estar obviamente conectado com os filmes anteriores, este terceiro capítulo serve como um leve reboot que tem como missão principal apresentar uma nova geração de campistas. A produção traz todos os ingredientes de uma “requel”, incluindo o retorno de rostos conhecidos, referências a momentos clássicos da franquia e um respeito satisfatório ao legado construído pelos dois primeiros filmes. No entanto, ao se dividir entre o novo e o nostálgico, o longa acaba comprometendo sua identidade.
Ao mesmo tempo em que os novos personagens são interessantes – e indicam a possibilidade de uma evolução para a franquia –, eles seguem presos na previsibilidade de um texto raso. Conexões importantes são formadas de forma pouco convincente, conflitos são resolvidos facilmente e os obstáculos são superados em um piscar de olhos.
O roteiro também falha em integrar de forma bem-sucedida as duas gerações. Apesar de aparecerem esporadicamente, os Jonas Brothers não têm muito o que fazer e agregam pouco valor à história. E o antecipado retorno da Demi Lovato pareceu uma adição tardia e mal elaborada. Ironicamente, a melhor participação especial do longa é a do Milo Manheim , que sequer faz parte do legado da saga. Ele é conhecido por ‘ Zombies ‘ e estrelará o vindouro live-action de ‘ Enrolados ‘, mas seria mais significativo se seu personagem fosse um veterano desta franquia.
A música, tão presente neste universo, também merece destaque nesta sequência. O primeiro número musical, ao som da canção One Beat Away , resgata o melhor que esta saga tem a oferecer: ritmo animado amparado por vocais fortes, combinado com uma coreografia contagiante que ganha vida através de enquadramentos distantes que permitem que possamos absorver toda a grandiosidade da performance. É uma introdução perfeita aos novos personagens e ressalta a presença brilhante da atriz Liamani Segura , que lidera esta nova geração.
No final das contas, ‘ Camp Rock 3 ‘ segue o ritmo de uma melodia já conhecida, sem a intenção de se reinventar. O novo capítulo aposta no seguro, reciclando seu legado ao mesmo tempo em que se prepara para o futuro.
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