Agressões e ameaças: professora é condenada por torturar crianças em escola
Uma professora foi condenada pela Justiça de São Paulo por torturar 13 crianças, de 2 e 3 anos, em um colégio de Itaquera (SP).
Câmeras de segurança registraram a mulher arrastando alunos pelos braços, levantando crianças pelas roupas e jogando-as no chão ou sobre colchonetes.
Os casos ocorreram entre agosto de 2022 e fevereiro de 2023, durante o horário escolar.
Segundo os autos, a professora também deu tapas e beliscões, fez ameaças e privou as crianças de alimentação.
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O colegiado, no entanto, reduziu a pena para cinco anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto, após revisar a pena-base.
Segundo o processo, familiares relataram que os filhos passaram a ter dificuldades para dormir, pesadelos, hematomas, agressividade e medo de frequentar a escola.
Além disso, conforme os autos, uma das crianças se encolhia ao ver chinelos e repetia durante o sono frases como “vou dar com o chinelo na sua cara” e “engole o choro”.
Após receber reclamações dos pais, a diretora consultou as gravações das câmeras, demitiu a professora por justa causa e comunicou os fatos à polícia.
Defesa A defesa alegou que as imagens poderiam ter sido manipuladas e citou a sobrecarga de trabalho da professora.
Os argumentos foram rejeitados pelo colegiado.
O relator do recurso, desembargador Xisto Rangel, afirmou que as gravações passaram por análise pericial, apresentam coerência interna e correspondem às demais provas do processo.
Segundo ele, não há indícios de edição fraudulenta.
Sobre a alegação de sobrecarga de trabalho, o desembargador afirmou que a situação não justificaria as condutas registradas nas imagens.
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