Início do horário eleitoral deve aumentar ataques no vale-tudo entre Lula e Flávio
Há oito anos, a disputa presidencial entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad marcou a estreia do duelo entre petismo e bolsonarismo, que, sob o nome genérico de polarização, também deu o tom na campanha de 2022 e chega com força ao tablado político no início da campanha deste ano.
Em 2018, o ringue tinha um candidato disputando da cadeia ( Lula , depois substituído por Haddad), um que foi esfaqueado na rua (Bolsonaro), famílias e grupos de amigos se engalfinhando por conta de divergência política e a primeira onda de fake news e desinformação eleitoral com o uso em massa de aplicativos como Facebook e WhatsApp.
Quatro anos depois, houve a volta de Lula ao octógono, o acirramento da tensão política pela crise da pandemia e o questionamento inédito das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral, que desembocaria na tentativa de golpe de Estado e no 8 de Janeiro.
Agora, a quarenta dias da votação, o card da luta inclui a exploração de escândalos e ataques envolvendo temas como segurança, economia e soberania nacional.
Os primeiros golpes já começaram a ser trocados antes de a Justiça Eleitoral dar o tiro de largada, no dia 16.
Nas redes sociais, os candidatos, seus aliados e seus partidos já vêm travando um duelo intenso que, a depender da semana, muda de tema, mas não de intensidade.
Já viraram munição para os dois lados as suspeitas sobre as movimentações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, as conversas mal explicadas de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, a respeito do financiamento do filme Dark Horse , as relações de ambos os lados com Donald Trump e a exploração de temas centrais na vida do cidadão, como criminalidade, endividamento e custo de vida.
PANCADARIA - Flávio: críticas ao governo e aos negócios do filho do presidente Vittor Sales/.
Na primeira semana oficial de campanha, o debate esquentou.
Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, a esquerda concentrou esforços em mobilização da militância, nas entregas do governo e na discussão sobre soberania nacional, em especial tentando contrapor a independência de Lula a uma alegada submissão bolsonarista a Trump.
Já a direita estruturou sua ofensiva em torno de economia, corrupção, segurança e contestação das instituições.
Os escândalos tendem a ganhar mais espaço, mas, já em um primeiro momento, as revelações em torno de Lulinha colocaram o filho do presidente no ringue eleitoral: nada menos que 2 520 posts, com 23,5 milhões de interações, foram registrados em apenas uma semana.
Também ganham corpo discussões que põem em xeque a lisura democrática, como a retomada do negacionismo em relação às urnas e as suspeitas sobre a Justiça Eleitoral.
Continua após a publicidade O cenário no início da campanha eleitoral projeta uma disputa apertada.
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