Trump retorna à ONU em meio a ansiedade com Irã, IA e o futuro da própria organização
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve discursar nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral das Nações Unidas em um momento turbulento para o mundo – e para sua presidência.
A economia global foi abalada por sua decisão de iniciar uma guerra contra o Irã.
A preocupação com os impactos sociais provocados pela inteligência artificial (IA) está aumentando.
E persistem dúvidas sobre o futuro da própria ONU, diante da redução do apoio financeiro dos Estados Unidos promovida por Trump à organização.
Após o discurso no encontro anual de líderes mundiais, Trump deverá se reunir com o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e realizar um encontro mais informal com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, segundo a Casa Branca.
Ele também deverá se reunir com líderes e autoridades de alto escalão de países do Conselho de Cooperação do Golfo – Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – para discutir os próximos passos na guerra contra o Irã e a crescente preocupação com os recentes ataques à Arábia Saudita realizados por rebeldes apoiados por Teerã.
Leia também O que aconteceu depois da “excelente química” entre Lula e Trump em 2025 Conversa inesperada na ONU rompeu meses de distanciamento; desde então, presidentes passaram a negociar diretamente, mas tarifas e disputas políticas mantêm relação instável Lula e Trump chegam à ONU com relação ainda marcada por comércio e soberania Não há reunião bilateral marcada, mas sequência de discursos abre espaço para contato informal entre os presidentes após novas disputas comerciais e diplomáticas A visita à ONU ocorre em um momento em que a política externa de Trump, especialmente sua decisão de iniciar uma guerra contra o Irã, se tornou um obstáculo às esperanças dos republicanos de manter o controle das duas casas do Congresso nas próximas eleições de meio de mandato.
Ainda assim, autoridades do governo indicaram que Trump defenderá em seu discurso que o mundo está melhor sob sua liderança.
“Esperamos que o presidente destaque como ele e seu governo enfrentaram de frente problemas complexos ao redor do mundo”, disse a jornalistas o embaixador Mike Waltz, principal representante de Trump na organização internacional.
Waltz também sugeriu que Trump poderá retomar algumas de suas críticas recorrentes às Nações Unidas.
O presidente já classificou a organização como ineficaz em questões de guerra e paz, afirmou que a entidade perpetua uma “farsa” ao enfatizar a necessidade de enfrentar o aquecimento global e disse que a ONU promoveu a “invasão” de migrantes na Europa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.