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Por que a crise do STF deve atravessar eleição e se prolongar até 2027

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Por que a crise do STF deve atravessar eleição e se prolongar até 2027

A crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) não deve ter uma solução rápida e tende a se prolongar pelo menos até 2027, na avaliação de Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, uma das principais empresas de consultoria de análise política do país.

O pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino interrompeu a discussão, pelo STF, do relatório da Polícia Federal com as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, dirigidas a Alexandre de Moraes. Depois das questões processuais, o Supremo avaliará se as comunicações trazem indícios suficientes para abrir uma investigação contra o ministro.

Segundo Aragão, o pedido de vistas reduz a temperatura no curto prazo, mas apenas adia o problema. "O pedido de vista estica a questão, mas não vai ter bate-boca nas próximas semanas, mas o impacto dessa crise é duradouro. O menor prazo é isso se alongando em 2027, porque é uma mudança estrutural no STF", afirma o consultor.

Na avaliação dele, a crise abriu uma discussão mais ampla sobre o funcionamento do Supremo e sua relação com os outros Poderes. Uma resposta pode vir por três caminhos.

O primeiro seria uma reforma do Judiciário negociada pelo Congresso, Executivo e pelo próprio STF. Entrariam nessa discussão temas como decisões monocráticas, código de conduta e atuação de familiares de ministros em escritórios de advocacia.

O segundo caminho, diz ele, seria uma reação do próprio Supremo. Ela poderia ir de medidas mais brandas, como a adoção de um código de conduta, até investigações e punições contra integrantes da Corte.

Há ainda uma terceira possibilidade, segundo ele: uma mudança gradual na composição do tribunal. Novas indicações ao STF poderiam alterar o equilíbrio interno e a maneira como a Corte atua e é percebida pela sociedade.

"A crise do STF não acaba agora, não acaba semana que vem, não acaba mês que vem, não acaba no final do ano, ela entra para 2027", afirma.

Aragão diz que a economia é o tema estrutural da eleição, mas eventuais desdobramentos dessa crise do STF perto da votação podem acabar definindo uma disputa apertada.

"Economia foi o fator que fez o Lula não ser favorito. O Lula não conseguiu dar uma resposta adequada para a maioria da população em termos econômicos, portanto, chega numa eleição dividida", analisa.

O noticiário sobre corrupção ou um novo capítulo da crise no STF, porém, pode ganhar peso decisivo nos últimos dias. "Eu acho que, principalmente a semana antes, ali, o grande assunto da semana, pode ser o fator de desempate."

Aragão resume com uma analogia do futebol: "Economia é o ponto corrido e a crise do STF pode ser o mata-mata."

Numa eleição marcada pela rejeição aos candidatos, ele vê uma parcela pequena do eleitorado, que não gosta de nenhum dos dois, mais suscetível ao impacto da notícia dominante na reta final.

Na última semana antes do segundo turno, o aliado Roberto Jefferson recebeu agentes da PF a tiros de fuzil e lançando granadas no interior do Rio.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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