Aula aberta sobre história, memória e luta reúne Andreia Prestes e Victória Grabois no RJ
A Companhia Ensaio Aberto promove neste domingo (20), às 17h30 no Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro, uma aula aberta e gratuita com as professoras Andreia Prestes, neta dos políticos Luís Carlos Prestes e João Massena, e Victória Grabois, filha de Maurício Grabois, um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil.
Com o tema “História, memória e luta” , o encontro parte das experiências de duas famílias diretamente ligadas à história das lutas políticas brasileiras e propõe uma reflexão sobre memória e resistência.
A atividade dialoga com o espetáculo “Olga” , em cartaz no Teatro Vianinha, no Armazém da Utopia, até 28 de setembro.
A temporada acontece no ano em que se completam 90 anos da extradição de Olga Benario Prestes para a Alemanha nazista , em 23 de setembro de 1936.
A localização do teatro, na região portuária do Rio, acrescenta uma dimensão histórica à montagem: foi do cais do porto que Olga deixou o Brasil rumo à Alemanha há nove décadas.
Andreia Prestes nasceu em Moscou, na então União Soviética, e cresceu em Moçambique.
Mestre em História Comparada pela UFRJ, é autora de três livros infantojuvenis, entre eles “Era uma vez um quintal”, que aborda a ditadura militar brasileira.
Victória Grabois é cientista social e pesquisadora em Direitos Humanos pela UFRJ.
Filha de Maurício Grabois, um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil, viveu na clandestinidade durante a ditadura civil-militar e perdeu o pai, o irmão e o marido durante o período.
Cofundadora do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, é autora do livro “Maurício Grabois – meu pai”.
Olga em cena Em cartaz no Teatro Vianinha, “Olga” propõe uma reflexão sobre memória, resistência e a importância de revisitar acontecimentos que ainda ecoam na sociedade brasileira.
A partir de documentos históricos, arquivos e testemunhos, a Companhia Ensaio Aberto recoloca em cena a trajetória de Olga Benario Prestes.
Para construir a encenação, a Companhia Ensaio Aberto reabre arquivos, escava documentos e traz à tona registros que confrontam a história oficial.
Como afirma o historiador Marc Bloch, “os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.