Alerta no Paraná: El Niño tem mais de 90% de chance de ficar muito forte e trazer temporais intensos no fim do ano
O El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir intensidade muito forte durante a primavera e o verão de 2026/2027 no Paraná, segundo previsões divulgadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno já está em fortalecimento no Oceano Pacífico Equatorial e deve manter influência sobre o clima do estado até o primeiro trimestre de 2027.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) , o fortalecimento do sistema vai favorecer chuva acima da média na primavera e no verão no Sul do Brasil. Dessa forma, as regiões do Paraná com maior volume de chuva esperado são o Oeste, o Sudoeste e o Centro-Sul.
O NOAA informou que o El Niño se intensificou no último mês, com temperaturas acima da média na superfície do mar. Em julho, uma das principais áreas monitoradas ficou com a temperatura 1,4°C acima da média.
O cenário chama atenção porque existe mais de 90% de o El Niño atingir intensidade fortíssima até o fim do ano, caracterizada por temperaturas da superfície do mar em pelo menos 2°C acima da climatologia.
A previsão é de que essa condição aconteça principalmente nos meses de outubro, novembro e dezembro.
O Simepar aponta que a influência do fenômeno deve causa o período mais chuvoso no Sul do Brasil. Dessa forma, há risco de maior frequência de episódios de tempo severo , como tempestades fortes, chuvas intensas, inundações e enxurradas.
Os impactos do El Niño já vêm sendo observados no inverno . Das 45 estações meteorológicas do Simepar no Paraná com mais de cinco anos de operação, 41 registraram chuva acima da média.
Em Palmas, no Sul do estado, por exemplo, foi registrado 311 milímetros de chuva em julho de 2026, o maior para o mês desde a instalação da estação na cidade, há 28 anos.
Outras seis cidades registraram médias históricas como Altônia, com maior volume de chuva desde 2018; Cianorte (desde 2017); Cornélio Procópio (desde 2019); Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); Foz do Iguaçu (desde 2017) e em Ubiratã (desde 2018).
Para a agricultura, o aumento das chuvas pode trazer benefícios ao reduzir áreas de seca e favorecer o desenvolvimento das plantações. Por outro lado, o excesso de água pode provocar problemas.
A umidade elevada do solo pode dificultar operações de plantio e colheita, além de favorecer doenças causadas por fungos. Dependendo da cultura, da fase de desenvolvimento da planta e do período em que as chuvas ocorrem , a qualidade dos grãos também pode ser prejudicada.
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