Custo de vida
O preço dos derivados do petróleo é uma referência para os produtos da nossa cesta básica.
O presidente Donald Trump fez o que fez com a Venezuela não porque o seu ex-presidente Nicolás Maduro se comportasse como um ditador — ou, no mínimo, como um autoritário —, mas sim em razão de suas imensas reservas de petróleo, as maiores do mundo.
A guerra EUA/Irã, se devidamente avaliada, tem muito a ver com os preços dos derivados do petróleo, posto que seus preços variam em razão de suas produções, seja para mais ou para menos, e também pelos seus elevados custos para transportá-lo aos demais países do mundo.
Neste particular, a seu jeito e modo, o Irã tem usado o Estreito de Ormuz, o canal marítimo que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, para se contrapor às agressões dos próprios EUA.
Não por acaso, o próprio presidente Donald Trump já se tornou vítima do custo de vida de milhões de americanos, a ponto de ter se tornado o presidente mais rejeitado dos EUA, a despeito de ter que enfrentar, com sua baixíssima popularidade, as chamadas eleições de meio de mandato e se tornar o que, na linguagem política dos EUA, denomina-se “pato manco”, ou seja, sem maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.
Como somos autossuficientes na produção de petróleo bruto, ainda assim dependemos da importação dos seus derivados, entre eles, e a se destacar, a gasolina e o óleo diesel, cujos preços têm prejudicado o custo de vida dos brasileiros.
O próprio presidente Lula, na busca de sua reeleição, tem encontrado como seu maior e mais perigoso adversário o custo de vida dos brasileiros, sobretudo o da população de média e baixa renda.
Não é, tão somente, o preço dos derivados do petróleo que tem ameaçado o mundo, mas sim a desumanidade como os seus preços são manobrados e, em primeiríssima mão, pelos principais produtores de petróleo, a se destacar: Venezuela, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Rússia, Emirados Árabes e os próprios EUA.
Os EUA têm, formalmente, 8 parcerias estratégicas no Oriente Médio, e o Catar abriga sua maior base aérea na região.
Peguemos dois desses países: a Arábia Saudita, uma monarquia absoluta, e o Catar, igualmente.
Nestes dois países não existem partidos políticos nem eleições, posto que todos os seus poderes são centralizados na pessoa dos seus monarcas, que agem como cruéis ditadores.
E a nossa democracia, como está andando? Sendo preciso, muito mal das pernas, e, a provar que sim, os nossos partidos políticos têm se prestado a ceder suas legendas aos candidatos que decidem disputar as nossas eleições.
É assim que as democracias estão morrendo.
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