Líder alemão pede esforços conjuntos para solucionar crise da Volkswagen
Os trabalhadores, a administração e os líderes políticos da Volkswagen devem trabalhar juntos para minimizar o impacto dos cortes de empregos e da capacidade produtiva na maior montadora da Europa e impulsionar sua competitividade, disse o governador do estado da Saxônia à Reuters.
O primeiro-ministro do estado, Michael Kretschmer, membro do partido conservador CDU do chanceler Friedrich Merz, está sob pressão para proteger os empregos na indústria automobilística na Saxônia, uma região mais pobre da Alemanha e reduto do partido de extrema-direita AfD.
Leia Mais Bessent vê bom desempenho de Treasuries e minimiza impacto de recompra Brasil tem "oportunidade de ouro" para reduzir juros, diz André Esteves Brasil reforça discordância com tarifaço em reunião com os EUA A Volkswagen é a maior empregadora privada da Saxônia, empregando cerca de 10.000 pessoas em três unidades, com dezenas de milhares de outros empregos ligados à empresa por meio de sua rede de fornecedores.
Entre os locais está a fábrica de carros totalmente elétricos da Volkswagen em Zwickau, que é uma das quatro fábricas que, segundo a alta administração, não têm um futuro claro além de 2030.
“Todos precisamos trabalhar juntos nisso”, disse Kretschmer à Reuters.
“Simplesmente precisa se tornar melhor, mais fácil e mais econômico fabricar na Alemanha”, disse ele à Reuters na segunda-feira (31).
Kretschmer se reuniu com o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, e com o presidente do Conselho de Supervisão, Hans Dieter Poetsch, na semana passada, para discutir o futuro de Zwickau, mas afirmou que nenhuma solução específica foi apresentada .
Ele afirmou que uma decisão sobre o futuro de Zwickau precisa ser tomada nos próximos meses, para minimizar o impacto no moral dos trabalhadores, aumentar a produtividade e permitir tempo para a transição para possíveis novos modelos.
Entre os problemas, Kretschmer citou os altos preços da energia na Alemanha.
Ele também criticou os planos da União Europeia de eliminar gradualmente os motores de combustão, embora o bloco tenha flexibilizado a meta anterior de 2035.
A expansão das tarifas de importação da UE para abranger os veículos híbridos plug-in fabricados na China poderia fazer parte de uma solução mais ampla, disse Kretschmer, acrescentando, porém, que o protecionismo não resolveria o problema central.
Ele também apoiou os planos da administração da Volkswagen de simplificar suas estruturas e portfólio de modelos.
Outra possível solução seria renegociar o acordo coletivo de trabalho da Volkswagen para estender a jornada de trabalho de 35 para 40 horas semanais, afirmou ele.
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