Diante de tensão com Milei, governo Lula recebe comitiva argentina
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), recebeu nesta 4ª feira (2.set.2026), no Palácio do Planalto, uma delegação de deputados argentinos.
A comitiva veio a Brasília em uma tentativa de reaproximar os 2 países, depois da escalada de tensão entre o presidente Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A delegação é liderada pela senadora peronista Maria Florencia Lopez, pelo deputado Nicolás Massot, do Encuentro Federal, e pelo deputado da União Cívica Radical e ex-ministro da Economia, Martín Lousteau.
O grupo reúne congressistas de diferentes correntes políticas.
Entre os integrantes também estão Germán Martínez, Victoria Tolosa Paz, Esteban Paulón, Maximiliano Ferraro, Oscar Herrera Ahuad e Eduardo Falcone.
A agenda em Brasília começou na 3ª feira (1º.set), quando os argentinos se reuniram com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Itamaraty.
Eles foram recebidos pela ministra das Relações Exteriores substituta, embaixadora Maria Laura da Rocha.
Nesta 4ª feira (2.set), além de Guimarães, o grupo têm encontros no Senado com integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa e também com integrantes do Grupo Parlamentar Brasil-Argentina.
Segundo Guimarães, os congressistas afirmaram que a atitude de Milei em relação a Lula não representa a maioria da política nem da população argentina.
DIPLOMACIA ABALADA A movimentação vem depois de uma das maiores tensões diplomáticas entre Brasil e Argentina desde a redemocratização dos 2 países.
O episódio se agravou depois de Milei participar, em 25 de julho, da convenção nacional do PL que oficializou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência.
O argentino declarou apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o evento, em São Paulo, Milei criticou Lula e chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de “ lixo careca ” .
Dias depois, voltou a ofender o presidente brasileiro, chamando-o de “ladrão” e “corrupto” .
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