Tribunal manda soltar influenciador ‘Buzeira’, preso há 10 meses na operação Narco Bet
A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) , em São Paulo, acolheu habeas corpus para soltar Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido popularmente como Buzeira , da cadeia.
Ele está preso desde outubro do ano passado, quando foi um dos alvos da operação Narco Bets, que apura organização criminosa e lavagem de dinheiro por meio de uma estrutura envolvendo bets de apostas.
A defesa do influenciador, realizada pelos advogados Eugênio Carlo Balliano Malavasi, Lucas Gabriel Ruivo Ferreira e Jonas Reis , afirmou por meio de nota divulgada que “os fatos objeto da denúncia oferecida pelo MPF em desfavor de Bruno serão devidamente esclarecidos no bojo do devido processo legal, de modo que a defesa se manifestará nos autos da ação penal no momento processual oportuno, deixando de tecer comentários a respeito das imputações que lhe são dirigidas, em respeito ao segredo de justiça”.
Buzeira deverá cumprir medidas alternativas à prisão.
Ele está proibido de manter contato com outros investigados e deixar o Brasil.
Investigação da Polícia Federal aponta que a lavagem de 630 milhões de reais teria sido feita a partir de Bets e com criptomoedas .
As investigações indicam que um grupo criminoso utilizava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e remessas internacionais, voltadas à ocultação da origem ilícita dos valores e à dissimulação patrimonial.
Além disso, parte dos valores movimentados teria sido direcionada para estruturas empresariais vinculadas ao setor de apostas eletrônicas, as chamadas Bets.
Continua após a publicidade As medidas judiciais determinadas em outubro do ano passado foram de bloqueio de bens, incluindo os milhões rastreados e carros esportivos de luxo encontrados, visando à descapitalização da organização criminosa e à reparação de danos decorrentes das atividades ilícitas, informaram as autoridades à época.
Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional.
Nenhum nome dos suspeitos foi divulgado oficialmente até o momento.
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