Irmãos Batista compram Avibras, fabricante de mísseis do Exército
A Globe Investimentos, braço de investimentos do irmãos Joesley e Wesley Batista , assinou contrato de aquisição da Avibras , empresa de defesa brasileira.
A companhia vinha enfrentando problemas financeiros e entrou em processo de recuperação judicial nos últimos anos.
Considerada a maior empresa privada de sistemas de defesa do Brasil , a Avibras é considerada estratégica para a Defesa Nacional e produz importante armas para o Exército brasileiro.
Entre elas, os lançadores de mísseis Astros II , armamento parecido com o Himars americano, utilizados na guerra da Ucrânia.
“A transação tem como objetivo dar sustentação à recente retomada das operações da Avibras, preservar sua capacidade tecnológica e industrial e criar as condições necessárias para que a companhia volte a crescer de forma sustentável nos mercados brasileiro e internacional”, informou o grupo responsável pela compra através de nota.
Para especialistas do meio militar consultados pelo Metrópoles , é um indício positivo que empresa tenha sido adquirida por uma companhia brasileira.
Em meio à crise financeira que enfrentou nos últimos anos, acumulando milhões em dívidas, empresas de origem árabe, chinesa e australiana chegaram a negociar a aquisição da Avibras.
As transações, contudo, acabaram não avançado .
Embora seja uma empresa privada, a Avibras foi credenciada como empresa estratégica de defesa (EED) e recebeu pesados investimentos do governo federal com o objetivo de promover seu desenvolvimento bélico e tecnológico em prol das Forças Armadas Brasileiras.
A aquisição por uma empresa brasileira evita, por exemplo, possível influência de outros países em um setor estratégico para o governo e contribui para a soberania nacional na Defesa, já que materiais produzidos pela companhia estão incorporados às Forças Armadas.
Além do Astros, a empresa também produz o MTC-300, míssil tático de cruzeiro .
Dívida Avibras A Avibras enfrenta problemas financeiros a pelo menos quatro anos.
Em março de 2022 a companhia pediu recuperação judicial ao alegar ter uma dívida de R$ 600 milhões.
Dois anos depois, em 2024, a dívida da empresa somava mais de R$ 640 milhões — sendo mais de R$ 75 milhões de rescisões e salários não pagos.
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