Por que o Sudeste recebe mais dinheiro público para fazer cinema do que o restante do país?
Fernanda Torres e Selton Melo falam sobre parceria em 'Ainda Estou Aqui' Reprodução/TV Globo Durante a cerimônia do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, na terça-feira (4), Kleber Mendonça Filho fez um discurso incisivo ao receber o troféu de Melhor Longa-metragem de Ficção por "O Agente Secreto" — que, em situação inédita, foi eleito vencedor empatado nos votos com "Manas".
Em sua fala, o diretor pernambucano cobrou uma aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores de estados distantes do Sudeste.
"Já vim aqui outras vezes com outros filmes e há um ar forte sudestino que a gente precisa dissipar um pouco na Academia", cobrou Kleber.
A declaração expõe um desbalanço que vai além dos prêmios.
Que também está presente na forma como o poder público financia o cinema brasileiro.
Rio e SP puxam concentração regional Kleber Mendonça Filho durante discurso no Prêmio Grande Otelo, quando defendeu maior aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores e produtores de estados fora do Sudeste.
Divulgação Segundo o Relatório Anual de Gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o Sudeste concentrou 66,29% dos recursos investidos pelo fundo em 2025.
O equivalente a R$ 374 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.