Pressionado no plenário, Alcolumbre tira PEC da Segurança da pauta e manda recado aos líderes
O plenário do Senado viveu uma tarde de tensão nesta quinta-feira (15), em meio à tentativa de votar a PEC da Segurança Pública às vésperas do segundo turno.
O impasse acabou na mesa de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e terminou com o presidente da Casa retirando a proposta da pauta.
O estopim foi a disputa em torno da redução da maioridade penal.
A oposição chegou ao plenário com uma emenda de Rogério Marinho que reduz a maioridade para 16 anos como regra geral e admite 14 anos em crimes graves.
Do lado do governo, a orientação era evitar mudanças no texto para impedir que a PEC tivesse de voltar para a Câmara.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, vinha defendendo a aprovação sem novas emendas e havia rejeitado essa possibilidade ao longo da negociação.
Mas o líder do PT, Camilo Santana, decidiu apresentar uma emenda própria prevendo a redução da maioridade para 16 anos apenas nos crimes hediondos.
A iniciativa contrariou a linha que vinha sendo sustentada por Teresa e abriu uma nova frente de tensão dentro da própria base.
A oposição não aceitou a alternativa apresentada por Camilo e manteve a defesa de uma proposta mais ampla.
Com isso, a negociação travou.
O plenário ficou quente, com líderes circulando pela mesa da Presidência, conversas reservadas e tentativa de última hora para encontrar um texto que pudesse ser votado.
Foi nesse ambiente que Alcolumbre decidiu retirar a PEC da pauta.
Rogério Marinho ainda tentou arrancar do presidente do Senado uma explicação pública sobre o motivo.
Marinho perguntou se a retirada havia ocorrido a pedido do governo.
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