Justiça condena Malévola, líder da ala feminina do PCC, a 12 anos de prisão
Apontada como líder da ala feminina do PCC (Primeiro Comando da Capital), Lígia Sanches Moro, 44, conhecida como Malévola ou Loira, foi condenada pela Justiça de São Paulo a 12 anos e três meses de reclusão em regime fechado pelas acusações de associação à organização criminosa e tráfico de drogas.
A sentença foi anunciada na última terça-feira pelo juiz Rafael Vieira Patara, da 4ª Vara Criminal de Itanhaém,litoral sul de São Paulo. No entendimento do magistrado, as provas colhidas contra a ré demonstram que ela "atuava de forma ativa no PCC e exercia função de comando".
Malévola foi presa em fevereiro deste ano no bairro Guapurá, em Itanhaém. Segundo investigações policiais, a ré integrava a sintonia geral (ligada à cúpula da organização criminosa) e exercia o cargo de gerência e coordenação das atividades do PCC.
A prisão aconteceu durante uma operação realizada pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Itanhaém. Os agentes cumpriam mandados de busca e apreensão. As investigações contra Malévola tiveram início algumas semanas antes da captura dela.
Com a acusada foram apreendidas planilhas com dados de operações financeiras, anotações de contabilidade e também de pagamentos, cadastros de preços de drogas, além de nomes e apelidos de integrantes do PCC presos e em liberdade.
Malévola ainda tinha celulares, máquinas de cartão de bancos, registros e manuscritos com divisão de tarefas e diversos apontamentos sobre a articulação interna do PCC, considerado a maior organização criminosa brasileira. Os dados dos aparelhos móveis foram analisados por peritos.
Os cadernos apreendidos - diz o relatório policial - indicam que Malévola tinha ligação ativa não apenas com membros do PCC no litoral sul, mas também de outras regiões mais distantes. "Isso reforça a amplitude territorial da atuação dela na organização", comentou um agente que participou da prisão.
A análise dos dispositivos revelou que a denunciada exercia posição de liderança regional dentro da organização criminosa, sendo identificada pelo codinome "Loira", atuando como "Sintonia Final dos Estados", função responsável pela interlocução direta com integrantes da facção distribuídos em distintas unidades da Federação. Acusação contra Malévola
Ainda segundo as investigações, Malévola chegou a coordenar o tráfico de drogas na Baixada Santista com um filho dela, que acabou preso em 30 de julho de 2024.
A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Lígia Sanches Moro. O espaço segue aberto para manifestações. O texto será atualizado assim que houver um posicionamento dos defensores dela.
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