Massis retira pedido de afastamento do presidente do Conselho do São Paulo
Nesta sexta-feira, o presidente do São Paulo , Harry Massis, pediu o arquivamento da representação que havia aberto contra Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo.
O processo, que tramita na Comissão de Ética, apura uma suspeita de falsidade ideológica envolvendo um documento relacionado à proposta de reforma do Estatuto Social do clube.
A informação sobre o pedido de arquivamento foi noticiada inicialmente pelo UOL e confirmada pela Gazeta Esportiva.
A representação, se levada à frente, poderia resultar na expulsão de Olten Ayres do quadro associativo do São Paulo.
Com o pedido de Massis, agora cabe à Comissão de Ética analisar o requerimento e definir os próximos passos do procedimento interno.
Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp A denúncia apresentada por Massis apontava que Olten teria utilizado um parecer supostamente produzido pelo Conselho Consultivo para dar respaldo à proposta de reforma estatutária apresentada pelo então presidente Julio Casares, em dezembro de 2025.
O documento defendia as mudanças e afirmava que elas seriam importantes para o futuro do clube.
Durante a apuração, porém, a Comissão de Ética ouviu integrantes do Conselho Consultivo e concluiu que o colegiado não havia se reunido para discutir a reforma, apesar de o documento ter sido apresentado como uma manifestação do órgão.
Um dos signatários, Ives Gandra da Silva Martins, afirmou que o texto era fruto de conversas isoladas com alguns conselheiros.
Segundo o relatório da Comissão de Ética, Ives também afirmou que a carta não refletia exatamente o teor das discussões que deram origem à sugestão e que o documento teria sido redigido, na realidade, por um advogado do São Paulo.
A suspeita levou Ayres a ser investigado internamente e até mesmo indiciado pela Polícia Civil.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), entretanto, arquivou o inquérito por entender que a conduta investigada não se encaixava em nenhuma tipificação penal.
De acordo com o órgão, o documento não tinha potencial para produzir efeitos jurídicos relevantes.
O clube, na figura de Massis, apresentou recurdo da decisão do MP, mas teve o pedido rejeitado pela Procuradoria-Geral de Justiça.
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