Sabatina do Bem Paraná: Dr. Rosinha defende vacinas e critica escala 6×1
O Bem Paraná começou nesta segunda-feira (17 de agosto) as sabatinas ao vivo com os candidatos ao governo do Paraná e ao Senado. A estreia foi com Florisvaldo Fier, mais conhecido como Dr. Rosinha (PT). Ex-vereador de Curitiba, ex-deputado estadual e ex-deputado federal pelo Paraná, ele agora aparece como candidato a senador na chama que tem ainda Lula como candidato a presidente, Requião Filho (PDT) para governador e mais Gleisi Hoffmann como candidata ao Senado.
Na sabatina, comandada por uma bancada forma exclusivamente por mulheres (hoje, Martha Feldens, Roberta Canetti e Lenise Klenk), o candidato petista destacou que quer fortalecer a base de um possível novo governo Lula no Congresso Nacional, destacando ser a favor de vacinas e contra a escala 6 x 1 de trabalho. Além disso, Dr. Rosinha também afirmou que quer ajudar a acabar com a independência do Banco Central e rever a existência de agências reguladoras como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilãncia Sanitária).
“Acho um absurdo médicos serem contra a vacina. É totalmente condenável médicos, profissionais de saúde e até políticos serem contra a vacina. Isso é crime, está matando gente. No Senado, vou fazer enfrentamento àqueles que são contra a ciência e, se necessário, um projeto de lei”, afirmou o candidato, enunciando também algumas questões que ele gostaria de ajudar a rever no Legislativo.
“Essa independência do Banco Central… Quem domina hoje o BC são basicamente os bancos privados. A quem interessa os juros altos? Os bancos privados que ganham. Agências reguladoras, temos de rever, todas têm mais de 20 anos, uma legislação atrasada, e quase todas dominadas pelo setor privado. Como pode a Anvisa liberar o que libera de agrotóxicos? Temos a destruição do sistema educacional, privatizando e terceirizando as escolas”, disse ainda ele.
Em suas falas, Dr. Rosinha também criticou a atuação dos atuais senadores paranaenses, Flávio Arns (PSB), Oriovisto Guimarães (PSDB) e Sergio Moro (PL). Os dois primeiros estão com o mandato se encerrando e não vão tentar a reeleição, enquanto Moro tem mandato até 2031, mas está concorrendo para governador do Paraná em 2026. “Nossos senadores pouco atuaram. Tem senador que nem mora mais no Brasil e senador que acha que parnanguara é uma tribo indígena, não conhece nada do Estado”, disse.
Ainda segundo ele, sua candidatura ocorre porque o presidente Lula precisa formar maioria no Congresso Nacional a partir do próximo ano. A ideia, então, é fazer uma chapa forte, com os eleitores mais identificados com a esquerda votando nos dois nomes do PT: ele próprio e Gleisi Hoffmann.
“O povo foi às ruas no ano passado, este ano, com o slogan de que o Congresso é inimigo do povo. Nós precisamos mudar isso, e minha história mostra que eu sou um amigo do povo”, diz ele, negnado ainda que vá ‘divir’ os votos entre a esquerda. “Eu não vou dividir voto com a Gleisi. Quem votar nela, vota em mim, e vice-versa. Temos de fazer uma campanha assim: votou no Lula, votou no Requião Filho, na Gleisi e no Dr. Rosinha”, opina o candidato, se dizendo ainda “confiável e otimista” com a possibilidade de ser eleito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.