TCU coloca acesso à Rota Bioceânica como principal obra a ser concluída em 2027
O acesso rodoviário à Ponte da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho, foi apontado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) como a principal obra prioritária a ser concluída em 2027 em todo o Brasil.
O empreendimento em Mato Grosso do Sul lidera a lista de dez obras de infraestrutura que precisam de recursos para serem finalizadas e também é o mais caro do levantamento, com R$ 279,1 milhões estimados como necessários para a conclusão.
A relação foi apresentada nesta quarta-feira (21), durante a análise do Fiscobras 2026, relatório anual de fiscalização de obras públicas do TCU.
Ao todo, os dez empreendimentos selecionados, distribuídos pelas cinco regiões do país, precisam de R$ 524,8 milhões para conclusão.
A parcela destinada ao acesso da Rota Bioceânica representa mais da metade desse total.
O relatório será encaminhado ao Congresso Nacional para auxiliar os parlamentares na análise do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) e na definição dos recursos federais para 2027.
A indicação do TCU tem caráter informativo e não obriga os congressistas a destinar verbas às obras listadas.
A prioridade ocorre em meio aos atrasos na infraestrutura necessária para colocar em funcionamento o corredor rodoviário que ligará Mato Grosso do Sul aos mercados do Paraguai, da Argentina e do Chile, com saída para o Oceano Pacífico.
A obra prioritária não é a ponte - O empreendimento indicado pelo TCU não se confunde com a estrutura da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai.
A prioridade é a obra do lado brasileiro que conectará a BR-267 à ponte, incluindo o contorno rodoviário de Porto Murtinho e o Centro Aduaneiro de Controle de Fronteira.
O projeto prevê cerca de 13,1 quilômetros de extensão e foi contratado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Em janeiro de 2025, o Campo Grande News registrou o avanço dos trabalhos, com operários e máquinas atuando no trecho.
Em março deste ano, porém, o DNIT informou que o conjunto de obras tinha 31,73% de execução, com investimento total de aproximadamente R$ 496,9 milhões.
Na ocasião, a reportagem também mostrou a preocupação com a falta de recursos para concluir os serviços.
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