Trump promete rever regras de frigoríficos em meio à disparada da carne nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (26) que pretende avaliar se as regras federais para o processamento de carne bovina são excessivas.
A declaração ocorreu durante entrevista ao apresentador conservador Glenn Beck, que defendeu uma flexibilização das exigências para permitir que pequenos pecuaristas processem o próprio gado.
Trump demonstrou simpatia pela proposta e afirmou que a concentração da indústria de processamento é um problema.
Cerca de 85% do mercado americano de carne bovina é controlado por quatro empresas: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing.
A concentração é uma das razões pelas quais o governo americano vem investigando o funcionamento do setor.
Continua após a publicidade A discussão ocorre em meio a uma crise de oferta que levou o preço da carne bovina nos Estados Unidos a níveis recordes.
O país começou 2026 com o menor rebanho bovino em cerca de 75 anos, resultado de anos de seca e de um ciclo de redução do número de animais.
A oferta restrita elevou o custo da matéria-prima para frigoríficos e pressionou os preços pagos pelos consumidores.
A carne moída, um dos produtos mais consumidos pelos americanos, chegou a US$ 7,18 por libra em julho, segundo dados citados pelo Roll Call.
Continua após a publicidade O valor equivalia a cerca de R$ 39 por 454 gramas, considerando uma cotação de R$ 5,40 por dólar.
Apesar de uma pequena queda em relação ao mês anterior, o preço permanecia muito acima dos níveis registrados no início do governo Trump.
A Casa Branca tenta atacar o problema por diferentes frentes.
Continua após a publicidade Na semana passada, Trump anunciou um plano para permitir a entrada de até 300 mil toneladas de carne bovina importada nos Estados Unidos, durante 90 dias, com redução das tarifas aplicadas fora das cotas.
A medida tem como objetivo aumentar a oferta e reduzir os preços para os consumidores.
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