De migrante a líder comunitária: jornalista venezuelana transforma experiência de recomeço em apoio a famílias no Mauazinho
De migrante a líder comunitária: jornalista venezuelana transforma experiência de recomeço em apoio a famílias no Mauazinho Foto: João Paulo Oliveira/FRAM Recomeçar em uma nova cidade pode significar enfrentar barreiras com o idioma, a documentação, o acesso ao trabalho e a adaptação dos filhos.
Foi a partir da própria experiência como migrante que a jornalista venezuelana Lis Carolina Martinez encontrou motivação para ajudar outras famílias que vivem uma realidade semelhante em Manaus.
No bairro Mauazinho, Zona Leste da capital, ela coordena o Centro de Apoio para Mães Migrantes Acompañadas, iniciativa que atualmente atende cerca de 190 famílias migrantes e locais em situação de vulnerabilidade.
A história começou a ganhar forma a partir das conexões que Lis criou depois de chegar a Manaus.
“Comecei a conversar com muitas pessoas.
Sempre tive facilidade para criar redes de contato, conhecer gente nova e estabelecer conexões”, contou.
Em 2022, ela reuniu 12 venezuelanos que acreditaram na proposta e decidiram se juntar à iniciativa.
O que começou com o acolhimento de mães venezuelanas foi crescendo e passou a atender também outras famílias em situação de vulnerabilidade no Mauazinho. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A trajetória de Lis faz parte do Programa Icamiabas, da Manauara Associação Comunitária (MAC), organização sem fins lucrativos fundada em Manaus em 2022 e voltada ao desenvolvimento local e ao fortalecimento de lideranças femininas em comunidades vulneráveis da capital amazonense.
Para Lis, ser selecionada pelo programa também representa um reconhecimento ao trabalho que desenvolve na comunidade.
Segundo ela, o apoio chegou em um momento de poucos recursos para iniciativas sociais e vai além da questão financeira.
“O apoio econômico é importantíssimo, mas o mais importante é que o projeto Icamiabas inclui capacitação e rede de apoio para quem é empreendedor social”, afirmou.
Ela também destaca o caráter pessoal do acompanhamento.
“Muitas pessoas já apoiaram muito o nosso projeto, mas é a primeira vez que alguma organização apoia a Lis como pessoa.
Isso não tem preço”, contou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.