Renan Santos defende criação de bomba atômica e dispara ‘Brasil precisa da arma nuclear’; veja proposta do candidato
Candidato do partido Missão à Presidência da República propõe retomada do programa nuclear brasileiro e justifica medida como estratégia de dissuasão e fortalecimento geopolítico
O candidato à Presidência da República pelo partido Missão , Renan Santos , adotou a defesa da construção de uma bomba atômica pelo Brasil como sua proposta de campanha. A declaração ocorre em um momento de turbulências nas relações diplomáticas do governo brasileiro com os Estados Unidos e a Argentina.
Diante deste cenário, Renan Santos defende a reativação do programa nuclear nacional para fins militares, projeto que havia sido oficialmente encerrado na década de 1990, durante a gestão do ex-presidente Fernando Collor.
“O Brasil precisa da arma nuclear para a dissuasão, caso contrário será um eterno adolescente na geopolítica”, disse o candidato à CNN Brasil.
Segundo Renan Santos, potências globais e emergentes como Estados Unidos, Rússia, China e Índia já dispõem desta tecnologia, e o Brasil precisa usufruir da mesma arma para “entrar no game e jogar o grande jogo”.
A proposta defendida por Renan Santos reabre uma discussão histórica sobre a neutralidade e o Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares, acordo do qual o Brasil é signatário desde o fim do programa paralelo em 1998.
Para o presidenciável, sem uma arma nuclear para a dissuasão, o país permanecerá em uma posição de menor influência nas negociações internacionais, devendo buscar o desenvolvimento tecnológico soberano para integrar o grupo de nações de peso geopolítico.
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