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Ponte vive caos, lida com greve de jogadores e caminha para 2ª queda no ano

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Ponte vive caos, lida com greve de jogadores e caminha para 2ª queda no ano

A Ponte Preta vive um dos pontos mais baixos de sua história. Dez meses após conquistar a Série C do Brasileirão, o clube se vê afundado em dívidas e agora lida com uma greve promovida pelos jogadores .

Os jogadores da Ponte Preta entraram em greve hoje. O elenco foi ao CT do Jardim Eulina na reapresentação, mas não treinou e deixou o local pouco depois. Eles afirmam que estão com cerca de seis meses de salários atrasados.

Há ainda uma nuvem de incertezas que pairam sobre nós, é que a diretoria atual abandonou o dia a dia do clube e, além dos atrasos salariais, estamos sem qualquer satisfação ou garantia. Nosso sentimento é de abandono! Trecho da nota divulgada pela Ponte Preta

A ameaça de greve vinha desde a última semana. Na quarta-feira passada, os jogadores divulgaram um comunicado em que estabeleceram o dia 25 de agosto (ontem) como a data limite para que a diretoria se posicionasse. Eles chegaram a citar a importância de que o projeto de uma SAF no clube avançasse como alternativa para solucionar os problemas financeiros atuais.

Naquele mesmo dia, a Ponte Preta foi goleada por 6 a 0 pelo Vila Nova, na Série B. O ambiente vivido na Ponte fez com que até os adversários se solidarizassem.

A verdade também é que a gente fica até um pouco constrangido pelo adversário e se solidariza. É triste ver a situação desses profissionais, que têm famílias, filhos, pais, os funcionários sofrendo. Tiago Pagnussat, zagueiro do Vila Nova, à rádio CBN de Goiânia

O tema da SAF estava em pauta e seria discutido em uma assembleia marcada para a última segunda-feira. O evento até teve início com a presença dos conselheiros, mas parou minutos depois por causa de decisões liminares da Justiça e foi encerrado sem que o processo fosse discutido e houvesse uma definição. Diante disso, a greve começou.

O caos na Ponte Preta reflete também na Fifa. O clube tem dois transfer bans ativos no site da entidade e está impedido de registrar novos jogadores até que quite os débitos.

A situação não é nova. No começo do ano, a Macaca também ficou impedida de registrar reforços e começou sua campanha no Campeonato Paulista apenas com jogadores remanescentes do ano passado e com jovens promovidos da base. A diretoria resolveu a questão àquela altura, mas voltou a sofrer com problemas financeiros que acarretaram em novas restrições.

O elenco da Ponte Preta está cada vez mais enxuto. Em meio aos atrasos salariais, diversos jogadores rescindiram seus contratos nos últimos meses, como foram os casos do atacante William Pottker e do zagueiro David Braz, dois pilares do grupo. Boa parte do elenco atual é formada por jovens da base.

O UOL procurou a Ponte Preta para um posicionamento sobre a greve dos jogadores e comentários sobre a situação atual do clube. A diretoria optou por não se manifestar.

O caos interno da Ponte Preta tem sido refletido em campo. No começo do ano, a Macaca foi rebaixada no Campeonato Paulista com apenas um ponto somado e na última colocação. Foram sete derrotas e apenas um empate — contra o Noroeste — na primeira fase.

O rebaixamento na Série B parece inevitável.

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